Ministro radical israelita anuncia execução de palestinianos condenados à morte
O ministro israelita da Segurança Nacional, o radical Itamar
Ben Gvir, anunciou hoje o início da construção de uma "unidade
especializada" para executar "terroristas" palestinianos
condenados à morte no país.
"Prometi promulgar uma
lei da pena de morte para terroristas. Foi cumprido. Prometi criar um centro.
Está a ser implementado", afirmou Ben Gvir num vídeo publicado
na plataforma Telegram, com fundo desfocado, mas mostrando uma estrutura de
madeira e ferro sob uma tenda azul.
O ministro acrescenta que a
unidade terá "cabines de observação" que permitirão aos afetados e às
suas famílias "assistir aos procedimentos, como é habitual em muitos
países", e refere que também será garantida "autorização
de visitantes", para que supervisionem o processo até à execução.
O Parlamento israelita aprovou em março uma lei que impõe,
por defeito, a pena de morte aos palestinianos do território ocupado da
Cisjordânia considerados culpados de ataques mortais, equiparados a atos de
terrorismo por um tribunal militar.
As execuções devem acontecer no prazo de 90 dias a partir da
sentença, segundo a lei, que não se aplica por
defeito aos cidadãos israelitas, incluindo os colonos, já que estes
são julgados, em tribunais civis e não militares.
"Prometemos e estamos a
cumprir. Prometi piorar as condições dos terroristas na prisão e cumprimos.
Prometi aprovar a pena de morte para os terroristas e fizemos isso. E agora o
corredor da morte e o centro de execução também estão a começar a tomar forma",
adianta Ben Gvir.
"Estamos
a fazer história. Os nossos terroristas só merecem uma coisa: a morte na
forca", sentencia o político, colono e ex-presidiário por crimes de
terrorismo, que há alguns dias sugeriu num podcast que Israel deveria matar
"30 ou 40" palestinianos cada noite em Gaza.
O partido de Itamar Ben Gvir, Otzma Yehudit (Força Judaica),
de ideologia ultranacionalista e supremacista judaica, é atualmente um dos
pilares da coligação governamental de Benjamin Netanyahu em Israel.
Em janeiro de 2025, Ben Gvir retirou o seu partido da
coligação, em protesto contra o acordo de cessar-fogo em Gaza, deixando o
governo com apenas 62 dos 120 lugares do Knesset (parlamento).
Desde março de 2025, voltou a exercer o cargo de ministro da
Segurança Nacional, após o Otzma Yehudit retomar o apoio ao governo liderado
pelo partido Likud (conservador) de Netanyahu.
Com Netanyahu e Ben Gvir na corrida, as próximas eleições
legislativas em Israel estão marcadas para 27 de outubro, estando em disputa os
120 lugares no Knesset.
Fonte: RTP, 18 de agosto de 2026

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