Netanyahu afirma que Teerão tentou matar um dos seus filhos
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou
hoje que o Irão tentou assassinar um dos seus dois filhos, sem dar mais
detalhes.
"Aconteceu algo incrível: o Irão visou um dos meus
filhos. O Irão tentou matar um dos meus filhos", disse Netanyahu numa
entrevista telefónica ao canal israelita Channel 14.
Benjamin Netanyahu tem dois filhos e uma filha e ainda não
se sabe qual dos seus filhos teria sido visado nesta alegada tentativa de
assassinato.
O seu filho mais velho, Yair, de 35 anos, tem passado longos
períodos em Miami, no estado norte-americano da Flórida, desde o início de
2024, e estaria sob a proteção do serviço de segurança interna israelita (Shin
Bet).
A sua estadia nos Estados Unidos gerou polémica em Israel, devido ao custo desta proteção para os contribuintes. Habitantes da Flórida, por sua vez, expressaram o receio de que a sua presença pudesse tornar a região um alvo de ataques por inimigos de Israel.
Pouco após a declaração do chefe de governo, Amit Segal, um
conhecido jornalista em Israel, escreveu no seu canal do Telegram que a alegada
tentativa de assassínio era conhecida há "meses", mas estava sujeita
a uma proibição de publicação.
O guia supremo iraniano Ali Khamenei foi morto durante a
primeira onda de ataques norte-americanos e israelitas contra o Irão a 28 de
fevereiro, juntamente com alguns membros da sua família. O seu filho Mojtaba
sucedeu-lhe.
Numa mensagem lida em seu nome na televisão estatal, Mojtaba
Khamenei referiu as perdas familiares, especificando que além do seu pai,
também tinha perdido a esposa, a irmã, o filho desta e o cunhado.
Mojtaba Khamenei não apareceu em público desde a sua
nomeação.
Numa outra mensagem que lhe é atribuída, publicada por
ocasião do funeral do seu pai, o novo guia supremo jurou "vingar o
sangue" de Ali Khamenei.
A afirmação de Netanyahu surge numa altura em que é
discutido o facto de o Shin Bet ter recusado dar proteção próxima ao antigo
chefe do Estado-Maior Gadi Eisenkot, principal rival do primeiro-ministro, à
medida que se aproximam as eleições legislativas de 27 de outubro.
Netanyahu defendeu a proteção permanente para Eisenkot,
afirmando que não era "um luxo". "Sem isso, [os iranianos] vão
conseguir", disse.
Fonte: Lusa, 24 de agosto de 2026

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