Será um erro terrível: Trump sai em defesa de Infantino e deixa um aviso à FIFA
iCarly
(2007–2012) - Jennette McCurdy, Miranda Cosgrove, Andy Golbienko
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avisou a FIFA
de que cometeria um “erro terrível” se decidisse afastar Gianni Infantino da
liderança do organismo que governa o futebol mundial. A posição surge num
momento de crescente pressão sobre o dirigente suíço, após a polémica em torno
do plano para vender parte do Mundial masculino a investidores privados.
Numa publicação feita na madrugada desta terça-feira na sua
rede social Truth Social, Trump considerou que a saída de Infantino teria
consequências negativas para a FIFA. “A FIFA
cometeria um erro terrível se, por qualquer razão, sequer considerasse
substituir o presidente Gianni Infantino”, escreveu o presidente
norte-americano.
Trump elogiou ainda o trabalho de Infantino à frente do
futebol mundial, afirmando que este “é fantástico” e que presidiu ao “Mundial mais bem-sucedido, quatro vezes mais, alguma vez
realizado”. Na mesma publicação, acrescentou que, caso Infantino
deixe o cargo, “nunca voltará a ser tão bem-sucedido ou rentável”.
A pressão sobre Infantino aumentou depois do plano para
criar a Fifa Forward Enterprise (FFE), uma empresa destinada a gerir os aspetos
comerciais e operacionais das competições da Fifa, incluindo a possibilidade de
vender cerca de 20% da empresa a investidores privados. O projeto acabou por
gerar uma forte reação dentro do futebol internacional e levou o próprio
Infantino a pedir desculpa pela proposta.
Entretanto, a UEFA, a Confederação Asiática de Futebol (AFC)
e a Concacaf realizaram conversações iniciais sobre a organização de
competições próprias, numa reação à crise que envolve a liderança da FIFA.
As três organizações acusaram Infantino de “deceção” e,
embora pretendam dar-lhe a possibilidade de abandonar o cargo com dignidade,
sem procurar a reeleição em março do próximo ano, procuram também proteger-se
dos efeitos da crise. A UEFA já tinha anteriormente ameaçado boicotar
competições da FIFA.
Numa carta aberta assinada pelos responsáveis da UEFA, AFC e
Concacaf, as três confederações pediram uma revisão independente ao projeto de
Infantino, sem o identificar diretamente.
“A liderança no futebol não é uma posse”, escreveram. “Não
se trata de deter — ou exigir — poder para ser detido. É um dever de serviço
para com a família do futebol que lhe confia essa autoridade.”
Na mesma mensagem, deixaram ainda um aviso sobre a confiança
nas estruturas do futebol: “Quando a confiança é quebrada através da deceção,
quando um indivíduo se coloca acima do coletivo que lhe confiou autoridade,
esse dever foi abandonado.”
Fonte: CNN Portugal, 11 de agosto de 2026

Comentários
Enviar um comentário