Austrália quer permitir a desativação de algoritmos nas redes sociais
A
Austrália promulgou em dezembro uma lei que proíbe os menores de 16 anos de
aceder a muitas redes sociais, com o objetivo de os proteger do assédio online
e do que o governo classifica como "algoritmos predatórios", o que
levou vários países a seguirem o exemplo de Camberra
O governo da Austrália pretende obrigar as redes sociais a permitir que os utilizadores desativem o algoritmo de personalização de conteúdos, anunciou, esta segunda-feira, a ministra das Comunicações, Anika Wells.
O projeto de lei, que introduz
um “dever de vigilância digital”, deverá ser apresentado esta semana
no parlamento. A Austrália encontra-se na vanguarda da regulamentação da
atividade destas plataformas.
O objetivo é obrigar os gigantes da tecnologia a dar aos
utilizadores a possibilidade de desativarem os algoritmos que permitem fazer
recomendações personalizadas, de acordo com os respetivos gostos - o que, em
princípio, os incentiva a continuar a percorrer os vídeos nos ecrãs.
"Muitos australianos apreciam o algoritmo [a
personalização de conteúdos], tanto pelo prazer que lhes proporciona" como
pela utilidade, explicou a ministra das Comunicações, Anika Wells, à emissora
australiana ABC.
"Muitos australianos vão querer optar pelo algoritmo,
mas achamos que os gigantes da tecnologia devem, em primeiro lugar, dar-lhes
essa escolha", afirmou.
A Austrália promulgou em dezembro uma lei que proíbe os
menores de 16 anos de aceder a muitas redes sociais, com o objetivo de os
proteger do assédio online e do que o governo classifica como "algoritmos
predatórios", o que levou vários países a seguirem o exemplo de Camberra.
Dados de uma aplicação de controlo parental revelaram, em
agosto, porém, que a utilização das redes sociais tinha voltado a aumentar
nesta faixa etária após a sua proibição.
Fonte: SIC Notícias, 7 de setembro de 2026

Comentários
Enviar um comentário