Huckabee culpa o “analfabetismo bíblico” pela queda do apoio a Israel nos EUA
Uma
sondagem do Pew Research Center, realizada em abril, indicava que 60% da
população adulta dos EUA tinha uma visão desfavorável de Israel
O embaixador dos EUA em Israel, Mike Huckabee, afirma que a
recente deterioração da opinião pública nos Estados Unidos em relação a Israel
é o resultado da falta de “conhecimento bíblico”.
Em entrevista à NewsNation, na quinta-feira, o
embaixador sugeriu que existiam três fontes para o declínio do apoio a Israel.
Citou a desinformação e a propaganda estrangeira, o ódio aos
que acreditam que “existe um Deus e que criou as regras da vida” e o
desconhecimento da Bíblia.
“Se somarmos tudo isto, acho que a pessoa simplesmente quer
ficar zangada com Israel e culpá-lo por tudo”, disse.
Huckabee afirmou que as acusações de genocídio em Gaza e de
que Israel é um estado de apartheid são falsas, e que os americanos teriam uma
visão mais favorável de Israel se “analisassem a
verdade”.
Uma sondagem do Pew Research Center, realizada em abril,
indicava que, embora a opinião favorável a Israel se mantivesse relativamente
forte, nos 65%, entre os evangélicos brancos,
como Huckabee, 60% da população adulta dos EUA tinha uma visão
desfavorável de Israel.
Uma sondagem da AP-NORC, de julho, sugeriu que os americanos
que acreditavam que Israel tinha cometido genocídio em Gaza superavam em número
aqueles que não acreditavam, embora aproximadamente metade tenha dito que não
sabia o suficiente para responder.
Para Israel, o declínio do apoio tornou-se alarmante, dado
que críticos proeminentes de Israel venceram várias eleições, incluindo Zohran
Mamdani, que se tornou presidente da Câmara da cidade de Nova Iorque.
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, usou
parte do seu discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas para criticar
Mamdani, alegando que os judeus em Nova Iorque lhe disseram que já não se
sentem seguros na cidade.
Netanyahu também viu a sua popularidade cair nos EUA, com a
mesma sondagem do Pew a indicar que mais de metade dos americanos não confiava
nele para fazer a coisa certa em relação aos assuntos mundiais.
Mamdani já tinha declarado que se opõe ao ódio e à
intolerância, incluindo o antissemitismo, mas prometeu executar um mandado do
Tribunal Penal Internacional contra Netanyahu por crimes de guerra quando o
líder israelita visitasse Nova Iorque – antes de finalmente concluir que a
cidade não tinha autoridade legal para o fazer.
Fonte: Al Jazeera, 26 de setembro de 2026

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