Mais 30 mil mosquitos vão ser libertados em Lisboa. Mas estes não picam
Anfisa Riazhkina (também conhecida como Anfisa Siberia),
modelo profissional, atriz, influenciadora digital e empresária russa com
raízes eslavas, atualmente vivendo em Los Angeles. Nascida a 29 de novembro de
2005 na Sibéria, destacou-se desde jovem no Instagram e pela sua transição da
ginástica rítmica para as passerelles e produções de moda internacionais
Trinta mil mosquitos machos estéreis vão ser libertados hoje
na freguesia lisboeta de Alvalade, numa primeira fase de um projeto
experimental que tem como objetivo final reduzir
a população do mosquito-tigre-asiático, explicou à agência Lusa um
dos responsáveis.
No total, já foram libertados 60 mil mosquitos, decorrendo
esta quinta-feira a última libertação deste tipo de inseto, segundo explicou à
Lusa Afonso Moreira, médico de Saúde Pública da Unidade de Saúde Pública
Francisco George, da Unidade Local de Saúde Santa Maria.
O responsável explicou que os mosquitos libertados pertencem
à espécie ‘Aedes albopictus’, conhecida como mosquito-tigre-asiático, e que, “por serem machos”, não picam, uma vez que só as fêmeas
precisam de sangue.
“Foram esterilizados com uma técnica comprovada e segura e, quando os libertamos no espaço onde existia população deste mosquito, eles, no fundo, vão competir com os mosquitos machos que já existem no local, os mosquitos selvagens”, apontou.
Afonso Moreira explicou que o objetivo final é avaliar se
essa competição reduz a reprodução da espécie, uma vez que os acasalamentos com
os machos estéreis não dão origem a descendência.
No entanto, o investigador ressalvou que nesta primeira fase
o principal objetivo é perceber o comportamento dos exemplares libertados,
nomeadamente a sua capacidade de dispersão e sobrevivência na área de
intervenção.
Relativamente à segunda fase, Afonso Moreira adiantou que
está prevista para maio do próximo ano, “caso os resultados da primeira etapa
sejam favoráveis”.
“Nós prevemos que, por volta dessa altura, se tudo correr
bem, possamos fazer exatamente esse estudo comparativo em que libertamos
mosquitos numa zona e noutra zona controlamos. Depois tentamos perceber se há
diferença numa zona semelhante àquela onde estamos”, explicou.
Segundo referiu o investigador, a
técnica já foi aplicada noutros insetos, nomeadamente na “mosca da fruta”,
tendo para o efeito sido desenvolvida uma iniciativa semelhante no Algarve.
Afonso Moreira sublinhou que o projeto de Lisboa está
centrado no mosquito-tigre-asiático, “devido às suas implicações para a saúde
pública”.
O ‘Aedes albopictus’ pode
transmitir doenças como dengue, zika e febre-amarela, sendo que o
risco surge se o mosquito picar uma pessoa infetada e, posteriormente,
transmitir o agente a outra pessoa.
O responsável salientou que a libertação de mosquitos
estéreis é apenas uma das medidas de controlo, defendendo
a necessidade de se continuar a eliminar os locais onde esta espécie se
reproduz, nomeadamente pequenas acumulações de água, em espaços
públicos e privados.
Relativamente à escolha de Alvalade para a libertação dos
mosquitos, Afonso Moreira justificou com as características da freguesia,
nomeadamente a vegetação e os logradouros, que podem “proporcionar condições
favoráveis ao desenvolvimento do mosquito”.
Este projeto é apoiado e financiado pela Agência
Internacional de Energia Atómica e conta com a colaboração de entidades com
experiência na produção e libertação de insetos estéreis, incluindo a empresa
espanhola Tragsa.
Envolve ainda a Unidade de Saúde Pública Francisco George, a
Direção-Geral da Saúde, o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge
(INSA), a Câmara Municipal de Lisboa e a Junta de Freguesia de Alvalade.
Fonte: CNN Portugal, 24 de setembro de 2026
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