Na ONU, Irão respondeu a Trump: "Somos vítimas de terrorismo", representante dos EUA abandonou a sala
Acusou Washington de “bombardear uma escola” e afirmou que
“crianças morreram sob as bombas dos Estados Unidos e Israel”, em violação do
Direito Internacional. Acrescenta que o Irão “não se vai curvar” e respondeu,
mas “não atingiu população civil”.
“Aqueles que são terroristas, treinam e protegem terroristas
descrevem-nos como tal. Apenas nos defendemos. Não somos terroristas”,
reiterou, mostrando fotografias de vítimas do ataque norte-americano contra a
escola primária de Minab, a 28 de fevereiro., que provocou 150 mortos.
É a primeira vez na história
da ONU que o presidente de um país que está em guerra declarada contra os
Estados Unidos sobe ao púlpito da
Assembleia Geral, na sede da ONU em Nova Iorque.
Foi neste momento que o representante norte-americano se
levantou e abandonou a Assembleia Geral das Nações Unidas, em protesto.
Sobre as armas nucleares, o presidente iraniano vincou que o
Irão “não irá desistir” de um programa nuclear para fins pacíficos.
“Dizemos claramente que não queremos armas nucleares e não
queremos limitações a tecnologia nuclear pacífica”, afirmou.
A respeito do Estreito de Ormuz, o presidente iraniano
assinalou que o país não irá permitir que esta zona estratégica seja utilizada
para uma "agressão" e para "impor insegurança" na região.
Apesar do tom desafiador, o líder iraniano afirmou estar
"pronto para o diálogo". Na terça-feira, após a intervenção de Trump
nas Nações Unidas, os representantes iranianos e norte-americanos estiveram
reunidos à margem da Assembleia Geral.
Em concreto, o ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros,
Abbas Araghchi, comunicou através de mediadores do Catar com o enviado especial
norte-americano Steve Wifkoff e o genro de Trump, Jared Kushner.

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