Príncipe herdeiro saudita pediu a Trump para atacar houthis
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O príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman,
pediu na quinta-feira a Donald Trump para atacar os houthis do Iémen, numa
altura em que o movimento apoiado pelo Irão tem aumentado a ofensiva contra
Riade e as forças do governo iemenita internacionalmente reconhecido. A
informação é avançada por duas fontes norte-americanas à Axios, que dão
conta que Bin Salman ligou duas vezes a Trump durante o dia de quinta-feira.
Apesar da insistência, Trump recusou cumprir o pedido, e
“não tem planos para intervir diretamente contra os houthis por enquanto”, refere a Axios. No
entanto, a administração norte-americana prometeu fornecer informações à Arábia
Saudita sobre os houthis e “dados para a identificação de alvos”.
“Os Estados Unidos estão focados em proteger os nossos
principais interesses de segurança nacional – como garantir a liberdade de
navegação no Mar Vermelho – enquanto capacitam
os nossos parceiros regionais para assumir a liderança na gestão e
resolução de desafios de segurança regional”, referiu uma das fontes.
Os houthis impuseram um bloqueio naval à Arábia Saudita, a
20 de julho, após as forças do governo
internacionalmente reconhecido do Iémen, apoiado por Riade, terem
atacado o aeroporto de Sanaa, capital do país, para impedir a aterragem de um
avião iraniano. Além do bloqueio naval, o movimento tem atacado repetidamente
instalações energéticas e petrolíferas em território saudita.
Nos últimos dias, após uma escalada de confrontos com o governo
reconhecido do Iémen, os houthis conquistaram, na quinta-feira, a cidade
portuária de Moka ao largo da costa iemenita no Mar Vermelho, e as ilhas de
Hanish, o que dá possibilidade de controlarem o Estreito de Bab el-Mandeb.
Todos estes são pontos estratégicos da navegação internacional, refere a Reuters
e o New York Times, mas o movimento garante que a liberdade de navegação
no Mar Vermelho e no Estreito de Bab el-Mandeb seria garantida e que não havia
“motivo” para preocupação.
“Quanto à liberdade de navegação e ao tráfego do comércio internacional no Mar Vermelho e em Bab el-Mandeb, […] não há motivo para qualquer preocupação internacional a esse respeito, uma vez que não enfrentam qualquer perigo vindo do Iémen”, afirmou Mohammed Abdul Salam, porta-voz dos houthis, no X.
Fonte: Observador, 11 de setembro de 2026


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