Reclusa americana que será executada "em paz": "Não tenho medo de morrer"
Christa
Pike, condenada à pena de morte no Tennessee, nos Estados Unidos, e que vai ser
executada na quarta-feira, dia 30 de setembro, revelou estar "em
paz". Pike é a única mulher no corredor da morte no Tennessee e é também a
primeira mulher a ser executada em 200 anos
Christa Pike, condenada à pena de morte no Tennessee, nos
Estados Unidos, e que vai ser executada na quarta-feira, dia 30 de setembro,
revelou estar "em paz", notando que não tem medo da morte.
Pike, saliente-se, é a primeira mulher condenada à pena de
morte no Tennessee em 200 anos.
Numa carta escrita à NBC, na segunda-feira, Christa Pike, de
50 anos, disse: "Caso o meu indulto seja ou não concedido, estou em
paz".
A equipa de defesa de Pike, recorde-se, havia pedido ao
governador do Tennessee que lhe concedesse clemência. Pedido esse que foi
recusado. Na altura em que escreveu a carta, Christia ainda não sabia a
decisão.
"Não tenho medo de morrer. Só estou nervosa com o
processo", acrescentou.
De recordar que, há uns dias, Christa pediu que a equipa de execução
seja composta exclusivamente por mulheres, tendo alegado ter sofrido abusos
sexuais no passado e que pode ficar traumatizada com a presença de homens nos
seus últimos momentos de vida, segundo o Dailymail.
O caso de Christa Pike
Christa Pike tinha 18 anos quando atraiu a colega, Slemmer, de 19 anos, para
um local isolado no campus da Universidade do Tennessee, em Knoxville. A
mulher, hoje com 50 anos, torturou-a até à morte com a ajuda do namorado.
O caso remonta a 12 de janeiro de 1995.
A estudante Colleen Slemmer foi torturada e brutalmente
assassinada em 1995
Segundo o News.au, que teve acesso aos documentos judiciais do julgamento, Christa Pike terá dito a uma colega de faculdade, no dia 11 de janeiro, que pretendia matar Slemmer porque "se sentia mal naquele dia".
Pike, quando era adolescente, matou Slemmer em
janeiro de 1995 depois de ter dito a uma amiga que “simplesmente se sentia má
naquele dia (just felt mean that day)”, segundo documentos judiciais
Na noite seguinte, pelas 20h00, Pike atraiu Slemmer para um
local isolado sob o pretexto de irem a um videoclube. Acompanhadas pelo
namorado de Pike e por uma outra colega, Christa e Shipp atacaram brutalmente
Slemmer, tendo-a espancado, cortado a garganta e
gravado símbolos satânicos no corpo da vítima. Pelas 22h15, o grupo
regressou sem Slemmer.
Ainda de acordo com os documentos judiciais, Pike disse ter ouvido vozes que lhe ordenaram que
continuasse a torturar Slemmer enquanto gritava para que ela se
calasse.
Na manhã seguinte ao assassinato, Christa Pike terá
celebrado a morte da colega.
A mulher, de 50 anos, foi condenada por homicídio em
primeiro grau e conspiração, tendo recebido a sentença no dia 30 de março de
1996. Pike tornou-se uma das mulheres mais jovens a ser condenado à pena de
morte nos Estados Unidos.
Fonte: Notícias ao Minuto, 29 de setembro de 2026
A dias de ser executada, reclusa americana exige equipa
só com mulheres
Christa
Pike foi condenada à pena de morte no Tennessee, nos Estados Unidos, há 30
anos. A dias de ser executada, exigiu que a equipa que lhe irá administrar a
injeção letal seja composta apenas por mulheres
Uma mulher condenada à pena de morte no Tennessee, nos
Estados Unidos, exigiu que a equipa que lhe irá administrar a injeção letal
seja composta apenas por mulheres. A execução está marcada para quarta-feira,
dia 30 de setembro.
Christa Pike tinha 18 anos quando atraiu a colega, Slemmer,
de 19 anos, para um local isolado no campus da Universidade do Tennessee, em
Knoxville. A mulher, hoje com 50 anos, torturou-a até à morte com a ajuda do
namorado.
O caso remonta a 12 de janeiro de 1995.
Agora, a dias de ser executada, a reclusa pediu que a equipa
de execução seja composta exclusivamente por mulheres, tendo alegado ter
sofrido abusos sexuais no passado e que pode ficar traumatizada com a presença
de homens nos seus últimos momentos de vida, segundo o Dailymail.
Caso o seu pedido seja recusado, Christa Pike irá pedir para ser
enforcada.
Em entrevista ao tabloide britânico, a mãe da jovem
assassinada por Pike considerou que o pedido da reclusa é absurdo.
"Não acho que ela deva receber um tratamento especial.
Ela não teve em conta o que a minha filha sentia. Está apenas a aproveitar-se
do sistema. É tudo uma grande aldrabice", disse.
Apesar do último pedido de Christa Pike, os advogados da
condenada pediram ao governador do Tennessee, Bill Lee, que lhe conceda
clemência e que comute a pena para prisão perpétua sem possibilidade de
liberdade condicional.
A equipa de defesa alega que o
trauma de infância da mulher, que envolveu abusos sexuais, negligência e
violência doméstica, nunca foi tratado pelas instituições e adultos
dos quais Pike dependia.
Segundo o tabloide britânico, o pedido, que foi apresentado este mês, tem 226 páginas e alega que Christa sofreu abusos entre os 2 e os 5 anos de idade. Aos 11 anos, terá sido violada por um vizinho de 37 anos e, aos 17, terá sido levada para uma zona de mato e violada por um desconhecido.
Christa Pike em criança
Depois de ter sido condenada à pena de morte, Christa Pike
foi diagnosticada com transtorno bipolar e stress pós-traumático.
O Dailymail refere também que, aquando da deliberação
da pena, nenhuma evidência de abusos sexuais foi considerada pelo júri. A
defesa argumenta que a omissão desses detalhes impediu que os jurados
compreendessem plenamente Pike.
Fonte: Notícias ao Minuto, 27 de setembro de 2026




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