Vance reage a ataque a casamento. "Estas coisas acontecem"
Questionado na quinta-feira sobre a alegada responsabilidade
dos Estados Unidos num ataque que matou quatro pessoas, incluindo uma criança,
e feriu outras 68, durante uma festa de casamento no sudeste do Irão, o
vice-presidente norte-americano, JD Vance, afirmou que “às vezes as coisas
acontecem”.
O ataque, segundo o The Guardian, atingiu na
terça-feira a cidade de Kuhestak, na província de Hormozgan, no sudeste do
país, que dispõe de um porto com acesso direto ao Estreito de Ormuz. O número
de mortes foi divulgado pelo Crescente Vermelho Iraniano, membro do Movimento
Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, que opera
independentemente do governo.
“Devo dizer que os meios de
comunicação estatais iranianos não têm sido muito bons a relatar o que
aconteceu no conflito até agora, por isso estou extremamente cético em relação
a isso”, disse JD Vance, citado pelo jornal britânico, sem mencionar
que as mortes tinham sido confirmadas por um organismo humanitário
internacionalmente reconhecido.
O vice-presidente norte-americano afirmou “com 100%
de certeza” que, ao contrário do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do
Irão (IRGC), os Estados Unidos nunca têm como alvo civis em combate.
“Nunca o faremos. Nunca o fizemos e, infelizmente, obviamente, às vezes estas
coisas acontecem”.
Durante a conferência de imprensa na quinta-feira, Vance
referiu ainda que não dispunha de novas informações sobre o ataque em causa,
mas garantiu
que as autoridades norte-americanas estão a investigar o incidente.
O vice-presidente acrescentou que, ao contrário do Irão, os EUA “aprendem com os seus erros”. Sobre o
conflito entre Washington e Teerão, que entrou já no sétimo mês e provocou a
morte de 18 militares norte-americanos, Vance recusou classificá-lo como uma
“guerra” nesta fase.
O ataque que atingiu a festa de casamento terá resultado
do impacto direto de uma munição norte-americana, e não de um
ricochete após atingir outro alvo. A conclusão surge de uma análise realizada
por especialistas a imagens do incidente, divulgada pela Reuters. Segundo dois
responsáveis norte-americanos citados pela agência de notícias, o alvo da
operação seria uma torre de comunicações situada nas proximidades do local da
celebração.
Fonte: Observador, 4 de setembro de 2026

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