Administração Trump sanciona TPI, horas após ex-juíza ganhar Nobel da Paz
A
administração de Donald Trump impôs novas sanções ao Tribunal Penal
Internacional, poucas horas após a ex-juíza Navi Pillay ter vencido o Prémio
Nobel da Paz. A decisão intensifica a campanha norte-americana contra a
instituição judicial internacional
A administração do presidente norte-americano, Donald Trump,
impôs novas sanções ao Tribunal Penal Internacional (TPI), esta sexta-feira,
horas após Navi Pillay - uma das suas ex-juízas - ter vencido o Prémio Nobel da
Paz.
"O presidente Trump nunca permitirá que o Tribunal
Penal Internacional processe os americanos", adiantou o secretário de
Estado norte-americano, Marco Rubio, num comunicado a que a agência de notícias
Reuters teve acesso.
"É por isso que, hoje, os Estados Unidos estão a
sancionar o Tribunal Penal Internacional. Vamos proibir as transações com este
tribunal desonesto, cortando os seus recursos e paralisando a sua capacidade de
operar”, acrescentou.
O TPI já reagiu, declarando que as sanções impostas pelos
EUA à instituição constituem um ataque ao direito internacional e advertindo:
"A história julgará este momento".
Above the Law (1988), sob o título “Nico - À margem da lei”
estreado sexta-feira, 16 de setembro de 1988 nos cinemas Alfas Triplex sala 3,
Castil, Éden e 7.ª Arte
A administração Trump tem levado a cabo uma campanha de
ataques e sanções contra o TPI, que se intensificou em novembro de 2024, quando este tribunal emitiu mandados de prisão contra o
primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, por crimes de
guerra e crimes contra a humanidade na Faixa de Gaza.
Em julho passado, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio,
prometeu desmantelar o TPI "tijolo a tijolo", considerando o tribunal
como "uma ameaça intolerável à soberania norte-americana"
e, no mês seguinte, anunciou sanções diretas contra a presidente do TPI, Tomoko
Akane, e o advogado sénior de acusação, Abdoulaye Seye, responsável pela
execução prática dos julgamentos.
No entanto, de acordo com a Reuters, as novas sanções vão muito mais além, ao punir
potencialmente as empresas que prestam serviços ao tribunal.
Já no mês passado, o presidente dos Estados Unidos já tinha
classificado o TPI como “maléfico” e “canalha” e apelou aos Estados-membros para o abandonarem.
Novas sanções surgem horas após ex-juíza vencer Nobel
da Paz
Sublinhe-se que o Comité Nobel norueguês anunciou esta sexta-feira que o Prémio Nobel da Paz 2026 foi atribuído a Navanethem "Navi" Pillay, jurista e ex-presidente do Tribunal Penal Internacional para o Ruanda.
A sul-africana Pillay, de 85 anos, foi reconhecida pelos
seus esforços na promoção da paz e do direito internacional, indicou o
presidente do Comité Norueguês do Nobel, Jorgen Watne Frydnes.
Navi Pillay foi alta-comissária das Nações Unidas para os
Direitos Humanos entre 2008 e 2014 e, mais recentemente, liderou uma comissão
da ONU que investigou violações de direitos humanos em Israel e nos territórios
palestinianos.
Esta comissão acusou Israel de cometer genocídio na Faixa de
Gaza.
"Num momento em que o número de guerras e conflitos
está a aumentar e em que os juízes e as instituições de direito internacional
estão sob ataque político, o Comité Nobel deseja lembrar que a capacidade de
resolver conflitos sem força ou violência depende do Estado de Direito
internacional", disse o presidente do comité no anúncio do prémio.
"Um sistema jurídico internacional em que os criminosos
de guerra sejam responsabilizados e as vítimas de abusos vejam a justiça ser
feita é uma condição essencial para um mundo pacífico", acrescentou.
Pillay cresceu na África do Sul sob o regime de segregação
racial do apartheid e tornou-se uma das primeiras mulheres de ascendência
indiana a exercer advocacia no país, destacando-se na defesa de ativistas anti-apartheid.
Enquanto juíza no Tribunal Penal Internacional para o
Ruanda, ajudou a estabelecer o marco jurídico internacional que reconhece a
violação sexual como um ato de genocídio e crime de guerra.
A galardoada de 2026 sucede à líder da oposição venezuelana,
María Corina Machado, que recebeu o prémio em 2025 pelos seus "esforços
incansáveis" na promoção dos direitos humanos e das liberdades na
Venezuela e no fomento de uma transição "justa e pacífica" da
"ditadura para a democracia".
Fonte: Notícias ao Minuto, 9 de outubro de 2026
A juíza - injustamente galardoada - só tem um caminho correto: entrega o prémio Nobel a Donald Trump, como fez a assalariada da CIA María Corina Machado.


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