G7 vai libertar até 100 milhões de barris de petróleo para baixar preços
Emmanuel
Macron diz que as medidas "deverão fazer
baixar os preços" dos combustíveis. O líder francês afirmou
ainda que não haverá "qualquer proibição" das exportações de gasóleo
entre os países que integram o G7, que reúne os sete países mais ricos do mundo
Os países do G7 vão libertar "até 100 milhões de
barris" de gasóleo e petróleo bruto nos próximos quatro meses para aliviar
a pressão sobre os mercados energéticos, anunciou esta sexta-feira o presidente
francês, Emmanuel Macron.
O líder francês afirmou ainda que não haverá "qualquer
proibição" das exportações de gasóleo entre os países que integram o Grupo
dos Sete (G7), que reúne os sete países mais ricos do mundo.
Segundo o chefe de Estado francês, cujo país assume
atualmente a presidência rotativa do G7, as medidas acordadas pelas sete
principais economias industrializadas "deverão fazer baixar os
preços" dos combustíveis.
O G7 é composto pela Alemanha, Canadá, Estados Unidos,
França, Itália, Reino Unido e Japão, com a União Europeia (UE) a participar
também nas reuniões do grupo.
“Mercado em situação de grande escassez”
Antes deste anúncio de Macron, a presidência irlandesa do
Conselho da UE divulgou que os embaixadores dos Estados-membros do bloco
europeu iam debater hoje à tarde em Bruxelas a situação energética atual, com
destaque para o gasóleo.
"O mercado do gasóleo encontra-se atualmente em situação de
grande escassez, o que está a provocar preços elevados para os consumidores em
todo o mundo", reconheceu um porta-voz da presidência semestral do
Conselho da UE.
A Comissão Europeia avisou hoje que uma proibição da
exportação de gasóleo, ponderada pelos Estados Unidos, "não beneficiaria
ninguém" e colocaria em causa o estatuto de
Washington como "parceiro fiável".
"Rejeitamos totalmente qualquer proibição da exportação
de gasóleo. Uma proibição desse tipo não beneficiaria ninguém e comprometeria a
nossa confiança nos Estados Unidos enquanto parceiro fiável", advertiu a
porta-voz da Comissão Europeia Anna-Kaisa Itkonen na conferência de imprensa
diária.
Este aviso foi deixado numa altura em que os Estados Unidos
estão a ponderar proibir as suas exportações de petróleo e depois de, na
quinta-feira, o presidente norte-americano, Donald Trump, ter defendido que os
países europeus deveriam libertar as suas reservas desse combustível "para
mitigar as perturbações do mercado".
Fonte: SIC Notícias, 2 de outubro de 2026
O lado mais cómico da vida:
Ucrânia ataca refinaria e o maior depósito de combustível da Europa
As instalações, que ocupam uma área superior a 200 hectares, recebem petróleo através de quatro oleodutos provenientes da Sibéria, da República do Tartaristão, da região de Orenburgo e do Cazaquistão
Drones ucranianos atingiram esta sexta-feira uma refinaria e aquele que é considerado o maior depósito de combustível da Europa, propriedade do consórcio estatal Transneft, segundo informações divulgadas por canais no Telegram.
Segundo testemunhas, durante a noite foram ouvidas explosões no parque de depósitos da Transneft, situado na região de Samara, precisa o canal Astra.
O complexo inclui aquele que a própria empresa considera ser o maior centro de armazenamento de petróleo do continente (LPDS Samara), com mais de 1,6 milhões de metros cúbicos de petróleo, segundo o portal Meduza, além de estações de bombagem.
As instalações, que ocupam uma área superior a 200 hectares, recebem petróleo através de quatro oleodutos provenientes da Sibéria, da República do Tartaristão, da região de Orenburgo e do Cazaquistão.
O ministério da Defesa russo confirmou apenas que Samara foi alvo de ataques com drones inimigos, enquanto as autoridades locais informaram sobre o encerramento do aeroporto regional.
Entretanto, o governador da região de Volgogrado, Andrei Bocharov, comunicou "um ataque em grande escala contra a infraestrutura industrial" que, segundo o Astra, inclui uma refinaria e a empresa química Kaustik, onde terão deflagrado incêndios.
O presidente russo, Vladimir Putin, que garantiu na véspera que o país não enfrenta escassez de combustível, proibiu recentemente a divulgação nos meios de comunicação de dados sobre os volumes de exportação e processamento das refinarias do país, dezenas das quais foram atacadas por Kiev nos últimos meses.
Putin admitiu, aliás, na quinta-feira, que esses ataques custaram à Rússia aproximadamente 1% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, reconhecendo assim que Kiev conseguiu "parcialmente" atingir o seu objetivo.
No total, segundo o ministério da Defesa russo, as defesas antiaéreas russas abateram durante a noite 646 drones de asa fixa sobre 13 regiões da parte europeia do país, a península anexada da Crimeia e os mares Negro e de Azov.
Fonte: CNN Portugal, 2 de outubro de 2026
Bruxelas desembolsa mais 2,9 mil milhões para cobrir as necessidades de financiamento da Ucrânia
A Comissão Europeia (CE) desembolsou esta sexta-feira mais 2 900 milhões de euros para cobrir as necessidades de financiamento e manter o funcionamento da administração pública da Ucrânia, enquanto o país continua a defender-se da guerra de agressão da Rússia.
A Comissão precisou, num comunicado, que este montante inclui 800 milhões de euros que serão concedidos pela primeira vez no âmbito da componente “Mecanismo para a Ucrânia” do Empréstimo de Apoio ao país invadido pela Rússia.
Trata-se do oitavo desembolso no âmbito do Mecanismo de Apoio à Ucrânia, o principal instrumento da UE para apoiar a recuperação do país, o seu programa de reformas e os seus progressos no sentido da adesão à UE, explicou.
Fonte: CNN Portugal, 2 de outubro de 2026
Zelensky agradece a Von der Leyen decisão da UE de disponibilizar 2,9 mil milhões de euros à Ucrânia
"Agradeço à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen e aos Estados-membros da UE pela decisão de disponibilizar 2,9 mil milhões de euros à Ucrânia no âmbito do Mecanismo de Apoio à Ucrânia.
Este apoio surge num momento especialmente oportuno e contribuirá para garantir a estabilidade macrofinanceira da Ucrânia e reforçar as nossas capacidades de defesa. Estamos a trabalhar em conjunto, em plena coordenação, para implementar todos os nossos acordos. Agradeço à União Europeia pela sua ajuda e solidariedade inabalável", escreveu Zelensky no X.
Fonte: CNN Portugal, 2 de outubro de 2026




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