Terceiro porta-aviões e milhares de soldados dos EUA a caminho do Médio Oriente
As Forças Armadas dos Estados Unidos enviaram cerca de 9000
soldados a bordo de um grupo de navios para o Médio Oriente, adiantou hoje um
responsável norte-americano.
O reforço da presença militar norte-americana acontece numa
altura em que o presidente Donald Trump volta a alertar que podem estar no
horizonte novos ataques contra o Irão, noticiou a agência Associated Press
(AP).
O grupo de navios que se dirige agora para o Médio Oriente
transporta, ao todo, mais de 7000 marinheiros e 2000 fuzileiros.
O grupo inclui o grupo de ataque do porta-aviões USS
Theodore Roosevelt, que foi recentemente mobilizado juntamente com o cruzador
USS Chosin, e o grupo de prontidão anfíbia do USS Makin Island, que conta com
os navios de desembarque anfíbio USS John P. Murtha e USS Anchorage.
Isto pode significar a presença de três porta-aviões na
região já no final de outubro, segundo uma autoridade norte-americana que falou
à AP sob anonimato.
Considerando o efetivo já presente no Médio Oriente, esta
movimentação elevaria a presença naval dos EUA a um patamar invulgarmente
elevado, com mais de 20 000 marinheiros e fuzileiros navais, bem como centenas
de aeronaves.
A movimentação de tropas, que inclui um terceiro
porta-aviões, sublinhou a dinâmica em rápida evolução da guerra de Trump contra
o Irão, enquanto pondera o seu próximo passo, com as eleições intercalares nos
Estados Unidos a aproximarem-se e novos sinais de que a natureza do conflito
pode estar a tornar-se mais complexa.
Trump ameaçou que uma escalada após as eleições
intercalares, apesar das suas promessas iniciais aos norte-americanos de uma
campanha que duraria apenas algumas semanas, continua a ser uma opção viável.
Complicando ainda mais a situação, Trump disse hoje aos jornalistas que os
indícios iniciais sugerem que o Irão tem ligação com o copiloto da Flydubai acusado
de esfaquear o comandante e de tentar despenhar um voo com destino a Israel na
quarta-feira.
Numa conversa com os repórteres na Casa Branca, Trump
mencionou a ligação quando questionado por um jornalista se existia alguma
ligação entre o piloto responsável pelo ataque e Teerão.
"Diria que a resposta, com base no que estou a ouvir, é
`sim`, mas estamos a trabalhar nisso neste momento", realçou Trump, sem
fornecer detalhes.
O chefe de Estado norte-americano acrescentou que, se o
vínculo com o Irão for comprovado, os Estados Unidos retaliariam.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou
também hoje em entrevista à Fox News, que os investigadores acreditam
que o suspeito da Flydubai foi submetido a uma "doutrinação islâmica
radical", mas não forneceu mais detalhes.
Fonte: RTP, 1 de outubro de 2026
Novo 11 de Setembro evitado? Que se passou em avião
desviado de Telavive
Um voo
que rumava a Telavive, Israel, esta manhã foi desviado na sequência de uma
discussão entre o comandante e o copiloto do aparelho. Forças israelitas dizem
que se tratava de um ataque terrorista, outros meios falavam numa tentativa de
suicídio? Eis todos os pormenores
Um avião da Flydubai que viajava, na manhã desta
quarta-feira, 30 de setembro, do Dubai, para Telavive, em Israel, foi desviado
para a Arábia Saudita após ser declarada uma situação de emergência a bordo.
Os alarmes soaram quando o código 7500, usado para denunciar
uma situação de sequestro, foi ativado.
O avião rumou à Arábia Saudita onde já depois de aterrar em
segurança se tornaram públicos os pormenores do que se passou no interior do
aparelho.
Discussão entre pilotos
O Jerusalém Post foi o primeiro a avançar que tudo
teve origem numa discussão entre os pilotos. E à medida que os passageiros
foram saindo, foram sendo conhecidos mais detalhes sobre o que aconteceu a
bordo do avião comercial da Flydubai.
Os primeiros relatos dão conta de que os passageiros se
aperceberam de uma discussão violenta entre os pilotos, pois ouviam-se muitos
"gritos". Quando abriram a porta do cockpit viram sangue.
Uma outra passageira afirma, segundo o The Times of
Israel, indicou que a discussão começou porque um dos pilotos queria
provocar um acidente, e o segundo tentou impedir a sua ação.
Sabe-se que foi graças a uma segunda equipa de pilotos, que
seguia vestida à civil, que o pior foi evitado. Estes elementos agiram
rapidamente ao ouvir os gritos do cockpit, tendo ajudado a imobilizar o
suspeito e a controlar a rota do aparelho.
Avião perde altitude repentinamente
Quando tudo aconteceu, cerca de duas horas e quinze minutos
após o início do voo, o Boeing 737 MAX entrou subitamente numa descida
acentuada, caindo cerca de 5 mil metros de altitude em menos de um minuto,
refere a imprensa israelita.
Os dados do Flightradar24 mostram que a aeronave desceu
inicialmente cerca de 5200m, subiu mais de mil metros e, em seguida, desceu
mais 2 mil metros, estabilizando-se numa altitude relativamente estável de 4500
metros. Tudo isto ocorreu no espaço de menos de cinco minutos.
Vídeos registados no momento mostram como este momento foi
vivido dentro do avião, com os passageiros a gritar e a tentar perceber o que
se estava a passar.
Novo "11 de setembro terá sido evitado"?
As autoridades israelitas acreditam que o incidente com o
voo da Flydubai poderia ter culminado numa tragédia semelhante à do 11 de setembro.
As autoridades israelitas afirmam que "um desastre de
grandes dimensões" foi evitado. Um oficial israelita afirma, segundo o The
Times of Israel, que se esta segunda equipa de pilotos não estivesse a
bordo, a situação poderia ter culminado como um novo 11 de setembro.
"Saúdo estes heróis que demonstraram uma coragem
extraordinária. Salvaram muitas vidas e evitaram um desastre maior",
afirmou em comunicado o primeiro ministro de Israel, Benjamin Netanyahu,
acrescentando que "um dos pilotos aparentemente tentou derrubar o avião
com todos a bordo".
O piloto em causa foi detido estará a ser investigado pelas
autoridades sauditas. Acredita-se que este queria provocar um acidente.
Tentativa de suicídio
O canal de televisão israelita 12, por sua vez, afirmou que
as autoridades estão a investigar um episódio de saúde mental e uma eventual
tentativa de suicídio de um dos pilotos, que terá tentado provocar a queda do
avião.
Não foi possível verificar de imediato estas informações divulgadas pela imprensa. Contactadas pela agência noticiosa France-Presse (AFP), as Forças Armadas israelitas indicaram estar a fazer averiguações.
Pilotos hospitalizados
O avião aterrou, entretanto, sem segurança no aeroporto de
Tabuk, na Arábia Saudita. O comandante e copiloto foram transportados para o
hospital.
Segundo a Cluster2, o aparelho aterrou sem
incidentes" uma hora depois. Feridos, os dois pilotos foram levados ao
hospital para receber os cuidados necessários.
"O voo FZ 1073, que ligava o Aeroporto Internacional do
Dubai ao Aeroporto Internacional Ben Gurion, em 30 de setembro, registou um
incidente durante a viagem. O aparelho aterrou em segurança no aeroporto de
Tabuk e todos os passageiros estão a salvo", indicou um porta-voz da
companhia aérea de baixo custo dos Emirados Árabes Unidos, num comunicado.

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