Trump e líderes da IA mudam nome para "Super Inteligência"
Google,
OpenAI, Anthropic, Nvidia, Musk e Zuckerberg entre os signatários. Documento
rejeita regulação governamental e define quatro recomendações de segurança
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e líderes do
setor da Inteligência Artificial (IA), como Elon Musk e Mark Zuckerberg,
assinaram uma declaração que altera oficialmente o nome da tecnologia para
“Super Inteligência” e que prevê a
autorregulação da indústria por parte das empresas, incluindo o
aumento de mecanismos internos de controlo dos modelos de IA.
“De forma a construir um
futuro positivo para o povo norte-americano e para o mundo, acreditamos que
cada empresa é responsável por desenvolver a sua própria tecnologia de forma
segura e de uma maneira que construa confiança com os consumidores e o público”,
declara o documento, tornado público por Trump no Truth Social. Trump esteve
esta tarde reunido com alguns dos líderes do setor da IA, em que defendeu o
investimento em data centers e a autorregulação da indústria, em vez da
regulação por parte do governo.
A declaração contém quatro recomendações a serem
implementadas por cada empresa, que incluem a implementação de “controlos internos robustos” de fiscalização do
desenvolvimento dos modelos para evitar ciberataques e “ameaças químicas”, e a
formação de equipas internas para monitorizar esse desenvolvimento.
Do mesmo modo, recomenda parcerias com auditores externos
para avaliar o desenvolvimento dos modelos e prevê reuniões regulares entre as
empresas signatárias para “estabelecer padrões e boas práticas para melhorar a
segurança dos seus sistemas”.
O encontro teve lugar num contexto de crescentes receios em
relação ao desenvolvimento desregulado do setor — que Trump desvaloriza — e da
competição com a China.
O documento foi assinado por Trump, Elon Musk, Mark
Zuckerberg e pelos CEOs da Google, Anthropic, OpenAI e Nvidia.
Fonte: Observador, 29 de setembro de 2026
Principais empresas de IA assinam acordo moralmente
vinculativo para autorregular desenvolvimento
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que ele e um
vasto grupo de responsáveis de empresas de inteligência artificial assinaram na
terça-feira um acordo voluntário, que prevê avaliações internas e externas,
durante uma reunião destinada a responder aos receios dos norte-americanos em
relação à tecnologia e aos riscos que representa para a humanidade.
“Acho que estou a ver uma
enorme autorregulação. E eles percebem que têm de se autorregular”,
disse Trump aos jornalistas, numa conferência de imprensa improvisada junto da
Ala Oeste.
Trump e o presidente da Câmara dos Representantes, Mike
Johnson, reuniram-se na Casa Branca com altos responsáveis de grandes empresas
tecnológicas e de IA que estão a investir centenas de milhares de milhões de
dólares em infraestruturas de IA, incluindo centros de dados em comunidades de
todo o país, investimentos que suscitaram oposição de base e bipartidária.
O acordo foi assinado por Trump, pelo CEO da Anthropic,
Dario Amodei, pelo CEO da Google, Sundar Pichai, pelo CEO da Meta, Mark
Zuckerberg, pelo presidente da OpenAI, Greg Brockman, pelo CEO da Nvidia,
Jensen Huang, e por Elon Musk, CEO da Tesla, SpaceX, X e xAI – agora integrada
na SpaceX.
O texto, que Trump publicou na sua rede social, a Truth
Social, na noite de terça-feira, abre a porta a futuras regras, mas centra-se
em quatro passos voluntários a adotar pelas empresas.
O acordo indica que as empresas irão aplicar “controlos internos robustos”, trabalhar com um “auditor externo independente” para avaliar se esses controlos funcionam e criar, em cada conselho de administração, uma comissão para analisar os relatórios dos auditores internos e externos.
“Com o tempo, poderá fazer sentido transformar estes passos
em leis e regulamentos”, lê-se no acordo.
Trump elogiou repetidamente os responsáveis empresariais
pelo desenvolvimento de uma tecnologia que, disse, iria
gerar um “crescimento inacreditável”.
O investimento em centros de dados e no equipamento
informático associado acelerou a economia e impulsionou os mercados bolsistas,
aumentando o valor das carteiras de investimento dos norte-americanos com
rendimentos mais elevados e, com isso, o seu nível de despesa.
Houve, ainda assim, notas de prudência na terça-feira.
Amodei, uma das vozes mais críticas em defesa de uma desaceleração do
desenvolvimento da IA, afirmou: “A tecnologia tem riscos muito reais.”
“E, sabem, o mecanismo, a forma como lidamos com esses
riscos, continua em discussão”, acrescentou.
Trump sugeriu que cerca de dez pessoas seriam nomeadas para
integrar uma comissão encarregada de “vigiar todo o setor” e afirmou que o acordo seria “moralmente vinculativo”. Disse ainda
que, depois de consultar a indústria, nomeará nos próximos dias alguém para
supervisionar o cumprimento do acordo.
Algumas das medidas descritas no acordo correspondem a
práticas que estas empresas já aplicam, de uma forma ou de outra, ou às quais
já se tinham comprometido no passado.
O acordo, porém, não cria legislação nem um regime de
responsabilidade jurídica sólida e de regulamentação da tecnologia, algo que
alguns responsáveis do setor têm vindo a exigir, alertando para a possibilidade
de a IA ultrapassar a inteligência humana e provocar a extinção da espécie no
espaço de uma década.
Trump, que sempre se opôs abertamente à criação desse tipo
de enquadramento, afirmou antes da reunião que o governo dos EUA não iria
limitar o desenvolvimento da inteligência artificial nem apoiar apelos à
introdução de “barreiras de segurança” ou outras restrições.
“Nunca vou travar o
crescimento de uma tecnologia que será maior do que a Revolução Industrial”,
afirmou Trump na apresentação de um chatbot de IA, o America.gov, criado para
ajudar os norte-americanos a navegar os serviços públicos. “Não podemos
travá-la e estamos muito à frente.”
Trump acrescentou que os responsáveis empresariais concordaram em tentar atenuar a oposição bipartidária aos centros de dados que estão a surgir em comunidades de todo o país, por exemplo, oferecendo mais apoio financeiro às escolas locais ou adotando medidas para reduzir os custos da energia.
“Vão ver que os centros de
dados vão tornar-se muito populares”, disse Trump. Se a oposição
continuar, sugeriu, “serão obrigados a ir para o estrangeiro ou para outras
localizações”.
Trump apresentou na terça-feira a corrida ao desenvolvimento
da IA como uma competição global sobretudo entre os Estados Unidos e a China.
Disse que haverá um vencedor e um vencido, sem
“segundo lugar”.
Os dois países acordaram na semana passada criar um canal
para gerir incidentes relacionados com IA, durante a visita do presidente
chinês, Xi Jinping, a Washington, mas Trump sublinhou na terça-feira que não
quer cooperar demasiado com a China.
“Não queria fazer nada, porque estamos na liderança. Porque haveria de fazer alguma coisa?”, afirmou.
Trump lança o site America.gov
Presidente
promove site com inteligência artificial para consolidar informação federal
O presidente Donald Trump lançou na terça-feira um novo site
governamental, o America.gov, com o objetivo de ajudar o público a navegar pelo
governo federal.
O objetivo é consolidar informações de milhares de páginas
web federais numa única base de dados pesquisável, como parte de um esforço
para tornar o público mais familiarizado com a inteligência artificial.
"Acho que é muito bom", disse Trump.
Trump afirmou que o America.gov dará acesso a vagas
de emprego federais, ajudará as pessoas a candidatarem-se a programas
governamentais como o Medicare e permitirá aos cidadãos renovar os seus
passaportes.
"Com o America.gov, o governo federal já não
atrapalha e está sempre ao seu serviço. E é isso que estamos a fazer. Estamos a
simplificar. Estamos a torná-lo naquilo que deveria ser", disse Trump.
Trump assinou também uma ordem executiva determinando que
todas as agências federais integrem os seus sites diretamente no America.gov
o mais rapidamente possível.
“Não se trata apenas de um website. É uma restauração da promessa
fundadora da América e uma reinvenção do seu governo para o século XXI e mais
além. Estamos a devolver o poder e o controlo às mãos do povo, exatamente onde
deve estar”, disse Trump.
Após o lançamento do site, Trump reuniu-se em privado com
líderes do setor tecnológico para discutir uma visão comum para a IA, a que
chama “Superinteligência”. Trump afirmou que não apoia regulamentações ou
salvaguardas para a IA.
Fonte: kltv, 29 de setembro de 2026





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