"A Rússia tem de morrer": chefe do Conselho de Defesa ucraniano reage ao ataque
The
Neighborhood - Tichina Arnold, Beth Behrs, Jonathan Slavin
O secretário do Conselho de Segurança e Defesa da Ucrânia
prometeu que os ucranianos lutarão até derrotar a Rússia e avisou que os
ataques desta sexta-feira fizeram crescer o ódio aos russos no país.
"Lutaremos o tempo que for preciso. A Rússia tem de
morrer", afirmou Alexei Danilov nas redes sociais, citado pela agência
espanhola Europa Press.
A Rússia realizou hoje o ataque considerado de maior
dimensão desde que invadiu a Ucrânia há quase dois anos, provocando 18 mortos e
132 feridos, de acordo com um balanço provisório.
As autoridades ucranianas disseram que a Rússia lançou 122
mísseis e 36 'drones' contra alvos em toda a Ucrânia, num ataque que durou 18
horas.
O Ministério da Defesa russo reivindicou ter atingido
"todos os alvos" previstos no intenso ataque lançado de madrugada.
"Saudamos este dia com um ódio frio e um coração
quente", comentou o secretário do Conselho de Segurança e Defesa da
Ucrânia.
Segundo Danilov, os ataques com mísseis da Rússia "têm
e terão exatamente o efeito oposto que a escumalha do Kremlin espera".
"Eles nunca compreenderam e nunca compreenderão a
Ucrânia", afirmou Danilov sobre o efeito dos ataques da Rússia na
determinação dos ucranianos em combater os russos.
Danilov considerou que tudo "é obra de um rato que cava
a própria sepultura com as próprias mãos a partir do seu 'bunker'", numa
provável referência ao presidente russo, Vladimir Putin, e ao Kremlin, sede da
Presidência em Moscovo.
Disse que os ataques de hoje só conseguiram "maximizar
a rejeição de tudo o que é russo, cultura, língua, tradições", entre
os ucranianos.
Os ataques também reforçaram a ideia de que a Ucrânia deve
evitar quaisquer conversações e compromissos com um país que não passa de um
"pedaço podre de um império", referiu.
Danilov afirmou ainda que a Ucrânia deve reforçar o
movimento de resistência nacional e continuar a tarefa de destruir de uma vez
por todas qualquer possibilidade de movimentos pró-russos no país.
"A resposta não tardará a chegar", avisou, sem
concretizar.
Fonte: SIC Notícias, 29 de dezembro de 2023





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