África do Sul acusa Israel de genocídio no Tribunal Internacional de Justiça
A África do Sul acusou formalmente Israel de crimes de
genocídio no enclave palestiniano de Gaza junto do Tribunal Internacional de
Justiça (TPI), o principal órgão judicial da ONU, em Haia.
Em comunicado, o Governo de Pretória adiantou que um pedido
nesse sentido instaurando um processo contra Israel foi apresentado hoje no TPI
relativamente a alegadas violações por parte de Israel das suas obrigações ao
abrigo da Convenção sobre a Prevenção e Punição do Crime de Genocídio (a
“Convenção do Genocídio”) em relação aos palestinianos na Faixa de Gaza.
“O Executivo ordenou que o Tribunal Internacional de Justiça
em Haia fosse abordado para obter uma ordem ordenando a Israel, que também é um
Estado membro, que se abstenha de quaisquer atos que possam constituir
genocídio ou crimes relacionados sob a Convenção”, salientou o Ministério dos
Negócios Estrangeiros da África do Sul (DIRCO) no comunicado a que a Lusa teve
acesso.
“Um pedido a este respeito foi apresentado ao Tribunal em 29
de dezembro de 2023, no qual o Tribunal é solicitado a declarar com urgência
que Israel está a violar as suas obrigações nos termos da Convenção do
Genocídio, deve cessar imediatamente todos os atos e medidas em violação dessas
obrigações e tomar uma série de ações relacionadas”, adiantou.
Pretória sublinhou que a África do Sul “está obrigada
pelo tratado a prevenir a ocorrência de genocídio” na qualidade de
signatária da Convenção sobre a Prevenção e Punição do Crime de Genocídio.
O Governo do Presidente Cyril Ramaphosa, que é também
presidente do partido Congresso Nacional Africano (ANC), no poder desde 1994 e antigo
aliado da Autoridade Palestiniana e do movimento armado Hamas, frisou que
Pretória “está seriamente preocupada com a situação dos civis apanhados nos
atuais ataques israelitas à Faixa de Gaza devido ao uso indiscriminado da força
e à remoção forçada de habitantes”.
“Além disso, existem informações constantes sobre a prática
de crimes internacionais, tais como crimes contra a humanidade e crimes de
guerra, bem como de que atos que atingem o limiar do genocídio ou crimes
conexos, tal como definidos na Convenção para a Prevenção e Punição do
Genocídio de 1948, foram e podem ainda estar a ser cometidos no contexto dos
massacres em curso em Gaza”, segundo o comunicado do governo sul-africano.
Na nota, a África do Sul sublinha também que “declarou
repetidamente que condena toda a violência e ataques contra todos os civis,
incluindo israelitas”.
Em comunicado, a que a Lusa teve acesso, o Tribunal judicial
da ONU em Haia explicou que “o requerente [República da África do Sul] afirma
ainda que “Israel, desde 7 de outubro de 2023 em particular, não conseguiu
prevenir o genocídio e não conseguiu processar o incitamento direto e público
ao genocídio” e que “Israel se envolveu, está envolvido e corre o risco de se
envolver ainda mais em atos genocidas” contra o povo palestiniano em Gaza.
Fonte: Sapo 24, 29 de dezembro de 2023
Israel repudia acusação judicial sul-africana de "genocídio" em Gaza
O Governo de Israel reagiu com "repúdio" à acusação de "atos de genocídio" das suas forças em Gaza, apresentada perante o Tribunal Internacional de Justiça pela África do Sul, retorquindo que este país "coopera com uma organização terrorista".
"Israel rejeita com repúdio a difamação (...) propagada pela África do Sul e o seu recurso ao Tribunal Internacional de Justiça [ICJ, na sigla em inglês]", reagiu o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros israelita, Lior Haiat, através da rede social X (antigo Twitter).
"As alegações da África do Sul estão desprovidas de fundamentos factuais e jurídicos e constituem uma exploração desprezível e desdenhosa do ICJ", principal órgão judicial da ONU, em Haia, adiantou a mesma fonte.
"A África do Sul coopera com uma organização terrorista [Hamas] que apela à destruição do Estado de Israel", acrescentou Haiat, exortando "o ICJ e a comunidade internacional a rejeitarem completamente as acusações infundadas da África do Sul".
Fonte: CNN Portugal, 29 de dezembro de 2023
Pelo menos 308 palestinianos morreram em abrigos da ONU desde dia 7 de outubro
A Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina diz que duas pessoas morreram e uma ficou ferida na escola de Maghazi – abrigo um dos vários da ONU na Faixa de Gaza – após novo ataque israelita.
As Nações Unidas acrescentam que desde o início do conflito entre Telavive e o Hamas, a 7 de outubro, morreram 308 pessoas no interior dos abrigos da ONU e 1.095 ficaram feridas.
“Nenhum lugar é seguro em Gaza”, pode ler-se.
Fonte: CNN Portugal, 29 de dezembro de 2023
2023 foi o ano mais mortífero para palestinianos na Palestina
“Com um total de 504 palestinianos mortos na Cisjordânia até agora este ano, 2023 foi o ano mais mortífero para os palestinianos na Cisjordânia desde que as Nações Unidas começaram a registar as vítimas mortais em 2005.”
Fonte: CNN Portugal, 29 de dezembro de 2023
Desconhece-se o paradeiro da Europa dos valores.

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