"Caso gémeas": o drama das filhas, o divórcio e uma dívida de 70 milhões... Quem são os pais das meninas que colocaram Marcelo no centro da polémica
Alfred
Hitchcock Presents / A Woman's Help - Geraldine Fitzgerald, Scott McKay,
Antoinette Bower
Chegaram
a Portugal acompanhados por empregadas e a sua aparente riqueza deu que falar
no Hospital Santa Maria, onde as filhas gémeas receberam o medicamento mais
caro do mundo para tratar a doença degenerativa. Conheça a história dos pais
das pequenas Lorena e Maité, que envolve problemas milionários com a Justiça
brasileira
Até há bem pouco tempo, Daniela Martins e Samir Assad só
eram conhecidos no Brasil, onde comoviam os seguidores do Instagram ao
partilhar o drama das filhas gémeas, Lorena e Maité, que nasceram com Atrofia Muscular Espinhal,
uma doença rara, degenerativa, que interfere na capacidade do corpo em produzir
uma proteína essencial para a sobrevivência dos neurónios motores, responsáveis
pelos gestos voluntários vitais do corpo, como respirar, engolir ou os
movimentos.
E tudo continuaria assim, se não tivesse sido revelada a
alegada interferência de Marcelo Rebelo de Sousa, que é acusado de
favorecimento no caso das gémeas, que em 2020, tiveram acesso, em Portugal, a
um medicamento inovador contra a doença, e que, à época, tinha um custo de 2
milhões de euros e é o mais caro do Mundo.
Como Daniela Martins é cidadã luso-brasileira - Portugal é,
como a própria explica no Instagram, "a terrinha dos avós" - a
empresária tinha o direito a receber tratamentos médicos no nosso país e foi
por isso que, em 2020, altura em que o medicamento Zolgensma começou a ser administrado cá, fez
as malas com a família para tentar o tratamento que poderia salvar a vida às
filhas. Só que os contactos iniciais não correram como o esperado e Daniela viu
os médicos do primeiro hospital que contactou, o D. Estefânia, negarem o
tratamento às meninas, depois de considerarem não estarem reunidas as condições
para o que o mesmo fosse bem sucedido.
Não satisfeita com a resposta, Daniela, acabaria por revelar
na televisão brasileira que usou todas as suas influências para reverter a
situação. "Chorei nos corredores do hospital", disse, assumindo ter
posto em marcha os seus contactos. "Usei o "pistolão", afirmou,
referindo-se à nora de Marcelo Rebelo de Sousa, desencadeando a troca de emails
entre o filho e Marcelo, que alegadamente levaram a que as gémeas fossem
tratadas prioritariamente no Hospital de Santa Maria, em Lisboa.
Foram momentos de grande esperança para Daniela e o então
marido, que sonhavam com a cura das gémeas, depois de dois anos de aflição.
Tudo parecia perfeito até aos primeiros seis meses de vida de Lorena e Maité
que se desenvolviam normalmente. Mas quando, por volta dos sete meses as bebés,
ainda não se conseguiam sentar, e não mostravam grande controle sobre os
movimentos do tronco, os pais decidiram procurar ajuda médica e foi então que
começou um calvário que dura até aos dias de hoje.
Aos nove meses, receberam o diagnóstico oficial e começaram
a busca incessante pelos melhores tratamentos até terem visto no medicamento
inovador uma luz de esperança. Criavam, então, uma conta no Instagram -
ameemdobro - para angariar dinheiro que permitisse a compra do medicamento, mas
nunca chegaram nem perto do valor. Nessa altura, Daniela já se tinha
desvinculado da empresa onde trabalhava, e da qual era sócia - um negócio de
venda de cosméticos e produtos eróticos, com sede em Mortágua - para apoiar as
filhas a tempo inteiro, pois os cuidados que estas exigiam não eram compatíveis
com uma vida profissional. "O desenvolvimento delas foi normal até aos
seis meses. Começámos a reparar que elas eram mais molinhas, mas podia ser pelo
facto de terem nascido um pouco antes do tempo. Mas depois começámos a perceber
que aos sete meses elas não se sentavam. Então fomos encaminhados para uma
neuro e começámos a fazer vários exames", contou Daniela à televisão
brasileira, onde divulgou amplamente o caso.
As meninas cresciam então a precisar de amplos cuidados e no
Brasil nada mais se podia fazer pelas gémeas. A mudança, a terra dos avós de
Daniela, seria a esperança que o casal precisava para um futuro livre da
doença.
Divórcio e dívida de 70 milhões
ao fisco
Ao todo, Daniela e Samir estiveram dois anos em Portugal
onde viviam em Cascais. No Brasil, eram conhecidos pela sua saúde financeira e
mesmo em Lisboa deram nas vistas, com os médicos do Hospital de Santa Maria
contactados pela TVI, a estranharem a aparente riqueza do casal, que chegou ao
País acompanhado por empregadas.
Em Portugal, os dois viveram momentos agridoces. Enquanto
viam as filhas receber um tratamento que lhes devolvia a esperança de uma vida
normal, também passaram por dificuldades pessoais com o casamento a não
resistir aos tempos delicados.
"Passei por uma pandemia recém-chegada a um novo país
sem rede de apoio com 2 crianças de 1 ano com uma doença grave. Tive que parar
de trabalhar na empresa a qual era sócia e aprender muito de cuidados médicos,
reabilitação, medicamentos, nutrição… Passei por um divórcio, voltei ao Brasil
por seis meses e agora "renovei" por pelo menos mais seis meses.
Vários trâmites burocráticos para ter todos os direitos assegurados em ambos
países. Várias adaptações físicas para as meninas não sofrerem com a
deficiência de lugares e pessoas. Hoje tenho o acompanhamento de 27
profissionais da saúde, são 48 terapias semanais na minha casa, fiz questão de
contar para vocês terem ideia da 'bagunça orquestrada' que temos aqui, ah a
alegria e brincadeiras são pré-requisitos. Minha vida tem sido uma reconstrução
e hoje sou uma mulher realizada e feliz", fez saber Daniela nas suas redes
sociais.
Além do drama das gémeas, que necessitam da presença
constante dos pais para toda a vida, o casal passou ainda por outro momento
delicado. Quando estavam em Portugal a acompanhar a saúde das meninas, Samir Assad assistiria à distância ao seu
julgamento no Brasil devido a uma dívida de 70 milhões de euros ao fisco. O
caso envolve crimes contra o fisco brasileiro por omissão de lucros, informação
falsa e fraude às finanças, de uma empresa de importação de produtos
eletrónicos.
Também
o avô de Samir já tinha tido problemas com a justiça brasileira, sendo
condenado no âmbito de um caso com origem no megaprocesso Lava Jato.
Com todos os dramas que marcavam as suas vidas, o casal
acabou por seguir caminhos opostos, mantendo-se, no entanto, unido em tudo o
que diga respeito às filhas que, apesar do tratamento que gerou tanta polémica,
continuam a apresentar uma saúde muito frágil e delicada. No Instagram, a mãe
das meninas, agora com cinco anos, partilha os seus registos diários, em que
cada nova aquisição é celebrada efusivamente, mas também mostra como Lorena e
Maité estão muito expostas a vírus e problemas que passam ao lado da maioria
das crianças, mas que a elas as afetam com mais força, obrigando a constantes
internamentos hospitalares e a uma força extra que Daniela garante ter em prol
do amor pelas filhas.
Fonte: Flash!, 7 de dezembro de 2023
Ao assistir, na televisão, ao “trabalho” das comissões parlamentares de inquérito, a primeira falha que se nota, é a falta no seu regimento do estimulador produtivo “sr. dr. deputado(a) vá mamar na quinta pata do burro.” Sem ele, os “trabalhos” (pagos a 3600 euros por cabeça) engonham.
Daniela Martins na comissão de inquérito ao caso da gémeas,
dia 21 de junho de 2024:
“Essa equipa médica retornou para o Brasil no mesmo dia,
mais tarde esses profissionais, que foram fundamentais para garantira segurança
delas nesse voo foram camadas por um médico cá de criadas e eu de pessoa
abastada.”
“A grande maioria das pessoas cá em Portugal me conhece através
dos olhos de uma comunicação social, por uma frase falsa e infeliz, que eu
disse. Afirmai que conhecia a nora [Juliana Vilela Drummond] do sr. presidente
da República, mas a verdade é que somente a conheci num evento de Natal em São Paulo,
anos depois da medicação. Nunca conheci nem me dirigi pessoalmente ao sr. dr. presidente
da República ou ao seu filho sr. dr. Nuno Rebelo de Sousa. Em uma conversa, supostamente
informal, me vangloriei, afirmei que tinha havido uma rede de influências e que
os médicos começaram a receber ordens de cima. Sobre isso só posso pedir imensa
desculpa a toda a gente de Portugal. Por parva errei. E errei porque disse algo
que não era verdade, por vaidade, naquele momento.”
(Quem nunca se vangloriou por vaidade? Eu digo que, outrora, comi a sra. dra. Manuela Ferreira Leite, fica bem no meu curriculum vitae, amigos e conhecidos redobram admiração, mas é mentira).









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