Ex-jogador de Benfica e Real: «Não me parece que o Vinicius seja o coitadinho»

Perry Mason (1957-1966) – Joyce Jameson, Walter Brooke, Bill Zuckert

O incidente entre Prestianni e Vinicius continua a ser tema pelo mundo fora. Com algumas opiniões a divergirem, desta vez foi Tote, jogador que representou o Benfica e o Real Madrid, a partilhar a visão do acontecimento.

«Não me parece que o Vinicius seja o coitadinho deste filme. Condeno os insultos, mas parece-me demasiada confusão para o que aconteceu», começou por referir em declarações à Radio Marca.

O antigo avançado espanhol, agora de 47 anos, representou o Benfica na época 1999/2000, tendo feito três golos em 11 jogos. Tote garantiu que não concorda com «faltas de respeito», apesar de atirar que todos os jogadores já foram insultados.

«Deduzo que algo se passou, mas isto é tão velho como o futebol. Todos nós já ouvimos barbaridades e depois nada acontece. Não concordo com faltas de respeito, mas acho piada à catalogação desses atos, qual vem na primeira página e qual surge apenas na oitava. Já nos insultaram a todos, envolvendo as nossas mães e as nossas filhas», atirou.

Prestianni tapou a boca com a camisola no momento em que se dirigiu a Vini Jr. Uma atitude que tem sido bastante criticada. O argentino já foi, inclusive, chamado de «cobarde» por Henry por ter querido esconder o que disse. Tote, na sua análise, referiu que o próprio Vini Jr fez o mesmo.

«Ele também tapa a boca para dizer coisas. Imagino que não tenha dito ao Nicolás Otamendi que ele é um excelente defesa. Ele também fez gestos», referiu.

Tote comentou ainda o facto de alguns jogadores abandonarem o campo por serem insultados. De acordo com o espanhol, deixar o jogo não deve ser uma opção. «Não concordo. Há muita gente que percorre muitos quilómetros e que gasta muito dinheiro para ir ver um jogo. Não se pode sair do campo. É preciso jogar e mostrar o que valem, como ele fez com aquele golaço», frisou.

O ex-jogador defendeu, ainda, que o facto de ter uma atitude de racismo não implica que a pessoa seja racista. Segundo Tote, este tipo de insulsos surgem, muitas vezes, para «tirar» o adversário do jogo.

«Isto não se consegue mudar. O futebol é paixão pura e às vezes são ditas coisas que não se sentem. Tive colegas de cor em quase todas as equipas por onde passei ao longo da minha carreira e é preciso ter maturidade. Muitas vezes o adversário faz isso apenas para tirar um atleta do jogo, não por racismo», concluiu.

Fonte: MaisFutebol, 19 de fevereiro de 2026

Tal como os jogadores se atiram para o chão simulando faltas, também o grito de racismo – que é muito duvidoso que exista na Europa tal como o tipificam – é mais um expediente de jogo sujo. 

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