Da quinta para grandes festivais: a misteriosa DJ com cara de cavalo que até come palha
A
artista alemã, que se identifica como metade cavalo, metade humana, admite que
foi bem recebida na indústria musical
Parece que o bizarro é o novo normal. Após o sucesso dos Angine de Poitrine,
O nome revela tudo o que precisa de saber: trata-se de uma artista que se identifica como metade cavalo, metade humana, tanto nos concertos como fora deles. Desde que surgiu na cena musical em 2022, tem conquistado o mundo da electro-dance com temas como “My Barn My Rules” e “Material Hor$e”.
A 17 de fevereiro, editou “Only The Best”, o seu mais
recente single. A canção foi lançada poucas semanas antes de subir a um dos
maiores festivais do mundo: o Lollapalooza do Brasil, a 20 de março. Nesse dia,
tornou-se num dos nomes mais comentados nas redes sociais.
O público, porém, ficou confuso. Embora HorsegiirL se tenha
estreado na indústria musical em 2022, com a faixa “Harvest Heartbreak”, a
artista alemã nunca revelou a verdadeira identidade até hoje. Mantém-se sempre
em personagem e, fisicamente, usa acessórios para se assemelhar a um cavalo. No
seu figurino nunca falta o focinho, as orelhas pontiagudas e uma mancha branca
em forma de coração entre os olhos.
A estrela, que tem mais de um milhão de ouvintes mensais no
Spotify — em grande parte graças ao sucesso de “v.i.p – very important pony”,
EP de estreia lançado em 2025 — também já atuou em locais icónicos como a
discoteca Berghain, em Berlim, e o Electric Daisy Carnival, em Las Vegas. Em
2025 subiu ainda ao palco do Coachella, nos EUA.
A DJ também não costuma dar muitas entrevistas, para manter
o mistério, mas antes de atuar no festival norte-americano esteve à conversa
com a revista “People”, onde falou sobre a sua infância e inspirações,
mas sempre com piadas e trocadilhos pelo meio.
“Cresci no campo, de forma muito clássica, numa quinta,
rodeada de muitos animais e natureza, mas sempre me senti atraída pela música.
A natureza é um lugar muito musical. Quem gosta de fazer caminhadas sabe que há
constantemente um concerto de todo o tipo de animais a acontecer”, começou por
contar.
A música tornou-se uma profissão depois de participar num
festival anual, onde foi descoberta por um “cavalo muito, muito famoso, também
cantor”. “Desde então tenho andado a galopar por palcos e há três anos fiz uma
transição maior para o espaço musical humano. Tem sido muito divertido”, disse
no ano passado.
HorsegiirL afirma não se inspirar em artistas emblemáticos
como os Queen ou Whitney Houston, mas sim em outros animais como o Crazy Frog e
o Hamton the Hamster. Durante a infância na Alemanha também adorava Schnuffel,
“um coelhinho muito famoso que fez músicas incríveis, o que sempre foi
inspirador”.
“Também existem baleias famosas que são verdadeiras lendas
no reino animal pelas sinfonias incríveis que compõem, mas isso não é tão
popular entre os humanos”, refere.
Podíamos pensar que uma figura bizarra como esta teria
portas fechadas na indústria musical, mesmo antes de ter a oportunidade de
mostrar a sua música. No entanto, a artista, que por vezes também se chama de
Stella Stallion, admite que foi relativamente bem-vinda.
“Quando fazes algo novo e diferente, vais sempre polarizar
opiniões. Haverá pessoas que simplesmente não vão perceber nem gostar, e isso
também é normal. Às vezes as pessoas julgam rapidamente, especialmente online.
Tirando isso, não diria que foi extremamente difícil. Fui recebida em muitos
espaços com mente aberta”, recorda.
Em conversa com a “People”, HorsegiirL também falou
um pouco sobre os seus hábitos alimentares — e
revelou que palha é um dos seus alimentos favoritos. No entanto, não
faz parte da sua rotina quando anda em digressão. “O problema da palha é que é
um snack muito pouco saudável. Adoro, mas é como açúcar. Quando estou em tour,
para manter os níveis de energia, tento optar por uma alimentação mais saudável.
A palha pode vir depois.”
E embora tenha uma carreira muito recente, a DJ já está
focada no futuro. O principal objetivo é expandir-se musicalmente, mas sem
esquecer as origens. “Vou sempre fazer música para as discotecas, mas também
quero lançar um álbum.”
“Quero colaborar com outros artistas. Quero explorar mais o
formato dos videoclipes. E, claro, adorava levar para a estrada um espetáculo
que parecesse quase uma experiência de musical teatral, onde as músicas surgem
ao longo de uma história completa — quase como ver um filme com pequenas
canções integradas”, conclui.
Fonte: NiT, 30 de março de
2026

Comentários
Enviar um comentário