Procuradora-geral dos EUA intimada pelo Congresso a depor sobre caso Epstein
A procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, foi hoje
intimada pelo Congresso a responder a perguntas sobre a investigação do
Departamento de Justiça referente aos milhões de ficheiros associados a crimes
sexuais por Jeffrey Epstein.
O depoimento da procuradora-geral perante o Comité de
Supervisão e Reforma Governamental está marcado para 14 de abril, após uma
votação decorrida no início deste mês, que contou com o apoio de cinco
republicanos.
“O Comité tem perguntas sobre a forma como o Departamento de
Justiça lidou com a investigação sobre Jeffrey Epstein e seus associados e
sobre o cumprimento da Lei de Transparência dos Arquivos Epstein”, afirmou o
presidente do Comité, James Comer, membro republicano da Câmara dos
Representantes, numa carta endereçada a Bondi.
O congressista vincou ainda que a procuradora-geral é
“diretamente responsável por supervisionar a recolha, a verificação e as
decisões do Departamento de Justiça quanto à divulgação dos ficheiros, em
concordância com a Lei de Transparência dos Arquivos Epstein”, pelo possui
“conhecimento valioso” acerca desse trabalho.
O Departamento de Justiça, por seu turno, catalogou a
intimação de “completamente desnecessária”, mostrando-se disponível para
continuar a “entregar os factos” aos membros da Câmara dos Representantes e do
Senado.
“Os legisladores foram convidados a examinar os arquivos por
redigir no Departamento de Justiça, e a procuradora-geral sempre se
disponibilizou para conversar diretamente com membros do Congresso”, reagiu o
departamento, em comunicado.
O Departamento de Justiça defendeu como tem agido
relativamente ao caso Epstein, afirmando trabalhar com a maior rapidez e
diligência possível para rever e divulgar milhões de documentos exigidos pela
lei.
O organismo vincou ainda a disponibilidade para corrigir de
imediato quaisquer erros de redação apontados pelas vítimas, tendo ainda
rejeitado as acusações de ocultar alguns dos documentos ou de redigir a mais
outros.
Condenado por crimes sexuais, Epstein foi encontrado morto
na sua cela de uma prisão federal em Nova Iorque em 2019.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manteve
relações sociais com Jeffrey Epstein na década de 1990, frequentando os mesmos
círculos da alta sociedade em Nova Iorque e na Florida, mas afirma ter
‘rompido’ com o empresário muito antes de ser investigado pelas autoridades.
Fonte: Lusa, 17 de março de 2026

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