A IA é maior que Jesus Cristo e vai ser a coisa mais perigosa que nos vai acontecer: o vaticínio de Grimes, ex-mulher de Elon Musk
A
artista canadiana Grimes, ex-mulher de Elon Musk, aproveitou o anúncio de um
novo álbum para anunciar as suas reservas em relação ao modo como a
Inteligência Artificial está a ser construída pelos engenheiros de Silicon
Valley: "Estão a abdicar da sua autoestima, do seu orgulho e
responsabilidade ao dizerem que ninguém tem mão nisto"
A Inteligência Artificial (IA) já é “maior que Jesus Cristo”
e vai ser “a coisa mais perigosa que nos vai acontecer", diz Grimes.
Em entrevista à revista Interview, a artista
canadiana anunciou o lançamento de um novo álbum, “Psy Opera”, antes de abordar
a sua visão sobre a IA.
“É necessário que entendamos o que está a acontecer e porque
é que isso é um perigo”, afirmou. “Vamos acabar com um desastre militar. Esta
vai ser a coisa mais perigosa que nos vai acontecer, é maior que Jesus Cristo.
É a mesma coisa que o monoteísmo se apoderar do mundo ocidental”.
Grimes salientou, no entanto, que a sua opinião não parte de
uma posição anti-tecnologia: “Quando as pessoas dizem que são anti-tecnologia,
seria bom que a compreendessem. Os laboratórios que temos são menos seguros
porque as pessoas não se querem envolver”, explicou.
Grimes criticou, ainda, o “espiritualismo” de Silicon
Valley: “Todos dizem que estão a criar deuses. Pergunto-lhes porque é que se
sentem inferiores”, apontou. “Estão a abdicar da sua autoestima, do seu orgulho
e responsabilidade ao dizerem que ninguém tem mão na IA".
"Há a possibilidade de a humanidade se extinguir. Somos
muito frágeis, e o tempo é muito longo. Mas espero que tenhamos boas relações
com a IA, que peguem no nosso ADN e criem mais de nós quando as coisas se
tornarem mais acolhedoras”.
Quanto a “Psy Opera”, que ainda não tem data de lançamento
anunciada, Grimes disse que não recorreu à IA para compor a música que ali se
escuta - exceção feita a uma faixa intitulada ‘DeepSeek’, que recorreu à
ferramenta de IA com o mesmo nome.
Fonte: Expresso, 21 de abril de 2026

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