Donald Trump demitiu a procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi
O
presidente norte-americano, Donald Trump, demitiu Pam Bondi do cargo de
procuradora-geral dos Estados Unidos. O substituto interino será Todd Blanche,
que ocupa atualmente o cargo de vice-procurador-geral e é o antigo advogado
pessoal de Trump
O presidente norte-americano, Donald Trump, demitiu Pam
Bondi do cargo de procuradora-geral dos Estados Unidos, esta quinta-feira. A
informação foi avançada pela CNN Internacional e, pouco depois,
confirmada pelo chefe de Estado através da sua rede social.
"Pam Bondi é uma grande patriota e uma amiga leal, que
serviu fielmente como minha Procuradora-Geral durante o último ano. Pam fez um
trabalho excecional ao supervisionar um combate maciço do crime em todo o país,
com os homicídios a descerem para o nível mais baixo desde 1900", começou
por escrever.
Trump continuou: "Adoramos a Pam, e vai transitar para um novo emprego muito necessário e importante no setor privado,
cuja data será anunciada em breve".
Pam Bondi vai para já ser substituída pelo "muito talentoso e respeitado" vice-procurador-geral Todd Blanche, também antigo advogado pessoal de Trump, no caso relacionado com os pagamentos secretos à atriz pornográfica Stormy Daniels.
Segundo a imprensa norte-americana, Trump estaria a ficar frustrado com Bondi em várias
frentes, nomeadamente, com a forma como tinha lidado com os documentos do caso
Epstein e com o facto de não ter investigado um número suficiente dos
adversários pessoais e políticos do presidente.
Na quarta-feira, Trump terá falado pessoalmente com Bondi
sobre a possibilidade de ser substituída e na conversa, que uma fonte descreveu
ao mesmo meio como "dura", o presidente norte-americano terá dito à
procuradora-geral que receberia um cargo diferente posteriormente.
A ex-procuradora-geral da Florida, de 60 anos, tomou posse
no ano passado prometendo que não faria política com o Departamento de Justiça
(DoJ, na sigla em inglês), mas rapidamente iniciou investigações contra
adversários de Trump, sujeitando-se a críticas de que a agência era utilizada
como instrumento de vingança para promover a agenda política e pessoal do
presidente.
Bondi, refere a agência AP, subverteu a cultura de
independência do DoJ relativamente à Casa Branca, supervisionando despedimentos
em massa de funcionários de carreira e agindo de forma agressiva para
investigar os adversários percebidos do presidente republicano.
A demissão de Bondi ocorre após o afastamento, em março, de Kristi Noem, antiga secretária da Segurança Interna, após críticas crescentes à sua liderança no departamento, a conhecida como 'Barbie do ICE' tem vindo a estar envolvida em polémica, incluindo pela condução da repressão da imigração e na resposta a catástrofes.
Fonte: Notícias ao Minuto, 2 de abril de 2026


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