Hackers invadem modelo de IA Mythos da Anthropic, considerado demasiado perigoso para ser lançado
Um grupo de utilizadores não autorizados terá conseguido
aceder ao novo produto da Anthropic, que a
empresa de inteligência artificial diz ser demasiado poderoso para ser
disponibilizado ao público, por representar "riscos de
cibersegurança sem precedentes".
A nova tecnologia de IA da Anthropic, Mythos, foi concebida
para a segurança empresarial e está a ser testada por algumas empresas de
tecnologia e de cibersegurança.
Um "fórum privado online" conseguiu aceder ao
Mythos através de um fornecedor externo, segundo a Bloomberg.
A empresa afirmou estar a investigar a notícia da Bloomberg,
disse um porta-voz da Anthropic ao site TechCrunch, acrescentando que,
até agora, não há indícios de que a atividade descrita tenha afetado os
sistemas da Anthropic.
Os membros do grupo não autorizado fazem parte de um canal
no Discord que procura informação sobre modelos de IA ainda não lançados,
adiantou a Bloomberg.
Citando um trabalhador de uma empresa subcontratada que
presta serviços à Anthropic, a Bloomberg acrescentou que o grupo tentou várias
estratégias para aceder ao modelo.
O meio de comunicação referiu ainda que, depois de conseguir
o acesso, o grupo não autorizado passou a usar o Mythos de forma regular.
A Euronews Next contactou a Anthropic para obter uma
reação, mas não recebeu resposta até ao momento da publicação.
A Anthropic indicou que vai limitar a disponibilização do
novo modelo de IA a algumas empresas de tecnologia e de cibersegurança, no
âmbito do chamado Project Glasswing.
A lista inclui a Amazon, a Apple e o JP Morgan Chase.
Segundo várias notícias, também o Goldman Sachs, o
Citigroup, o Bank of America e o Morgan Stanley estarão a testar o modelo da
Anthropic.
O secretário do Tesouro, Scott Bessent, convocou uma reunião
com altos responsáveis bancários norte-americanos em Washington, em abril, para
discutir o modelo Mythos. A reunião incentivou os dirigentes bancários a usar o
modelo Mythos da Anthropic para detetar vulnerabilidades, segundo a Bloomberg.
Fonte: Euronews, 22 de abril de 2026

Comentários
Enviar um comentário