Operação Influencer: impressões digitais junto aos 75 mil euros de Vitor Escária são de quatro agentes da PSP sem luvas
Jade Catta-Preta
Há
ainda uma quinta pessoa para já não identificada, uma vez que as impressões
digitais descobertas não encontram correspondência na base de dados do registo
criminal nacional
O Ministério Público não se conformou com as explicações de
Vítor Escária face à origem dos 75 mil euros encontrados no seu gabinete em São
Bento – de que os tinha ganhado num trabalho de consultadoria em Angola –, e
ordenou a recolha de impressões digitais aos envelopes e a uma caixa de
champanhe que escondiam as 1994 notas. O
resultado foi no mínimo insólito – porque, além do então chefe de
gabinete do primeiro-ministro, o ‘CSI’ da Polícia Judiciária (PJ) identificou
quatro agentes da PSP que realizaram a busca e manusearam todos aqueles objetos
sem luvas.
A resposta é do Laboratório de Polícia Científica, face aos
pedidos de recolha de indícios (lofoscopia) feitos pelo DCIAP no âmbito do
processo da Operação Influencer, a que a TVI e a CNN Portugal
tiveram acesso: Vítor Escária foi obrigado pelo tribunal a ceder as suas
impressões digitais, para que o Ministério Público descobrisse quem mais tinha
tocado na caixa de champanhe e nos envelopes – logo, tendo tido conhecimento e
acesso aos 75 mil euros em dinheiro vivo.
O laboratório da PJ identificou impressões digitais de cinco
pessoas diferentes, sendo que quatro correspondem a agentes da Divisão de
Investigação Criminal da PSP que realizaram a busca sem luvas. E há ainda uma
quinta pessoa para já não identificada, uma vez que as impressões digitais
descobertas não encontram correspondência na base de dados do registo criminal
nacional.
Fonte: CNN Portugal, 28 de abril de 2026

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