Presidente da Argentina Javier Milei diz que irá recandidatar-se em 2027
O presidente
da Argentina, Javier Milei, político de extrema-direita, declarou que vai
procurar a reeleição nas eleições que se realizam no país sul-americano em 2027
"Vou candidatar-me. Não só terminarei este mandato,
como também me candidatarei a outro se acreditar que fiz um bom trabalho.
Depois, o povo decidirá", disse Milei na quinta-feira, em entrevista ao
canal digital Neura.
Povo que tem um presidente com cabelo lindo tem tudo até ao pote de ouro...
O economista ultraliberal e líder do partido de
extrema-direita La Libertad Avanza (`A Liberdade Avança`), que assumiu a
presidência argentina em dezembro de 2023, defendeu as políticas de austeridade
orçamental e desvalorizou o fraco desempenho da atividade económica em
fevereiro, segundo os últimos dados oficiais divulgados.
De acordo com várias sondagens recentes, a imagem negativa
do presidente e a opinião pública desfavorável sobre o governo aumentaram, em
parte devido ao escândalo que envolveu o chefe de gabinete, Manuel Adorni, que
está a ser investigado pela justiça devido à compra de propriedades e às
viagens de luxo realizadas com a família.
Milei, que decidiu manter Adorni no cargo apesar do
escândalo, afirmou que irá ao parlamento na próxima quarta-feira, quando o
chefe de gabinete apresentar o relatório do governo à Câmara dos Representantes
(câmara baixa).
"Manuel [Adorni] dará as respostas necessárias. O
sistema judicial está a funcionar com tranquilidade e todos os procedimentos
estão a ser seguidos. Por isso, estamos muito tranquilos", declarou o presidente
argentino.
Além de investigar as despesas de viagem e os bens de
Adorni, a justiça está também a analisar uma outra queixa referente à viagem
que a mulher do chefe de gabinete, Bettina Angeletti, fez aos Estados Unidos em
março, num voo oficial, no âmbito de uma delegação presidencial.
Na quinta-feira, a procuradora federal Alejandra Mángano
pediu ao juiz Daniel Rafecas que arquivasse a acusação criminal referente à
viagem por falta de provas de crime.
No final de março, a justiça da Argentina suspendeu
parcialmente a reforma laboral de Javier Milei e aprovada pelo parlamento em
fevereiro.
A decisão surgiu na sequência de um recurso apresentado pela
principal central sindical argentina, a Confederação Geral do Trabalho (CGT),
que considera que a lei é inconstitucional.
A promulgação da reforma laboral ocorreu num contexto de
perdas de cerca de 300 mil empregos entre o setor privado e público nos últimos
dois anos, devido a uma queda de atividade e à austeridade orçamental, que
permitiu a desaceleração da inflação.
Em 9 de abril, o Banco Mundial previu um crescimento real da
economia da Argentina de 3,6% em 2026, uma desaceleração em relação ao aumento
de 4,4% registado no ano passado.
O Produto Interno Bruto (PIB) argentino encolheu 1,3% em
2024, no primeiro ano da liderança de Javier Milei.
Fonte: RTP, 24 de abril de 2026

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