Trump anuncia “Arco do Triunfo” para celebrar 250 anos da independência dos EUA
O plano
do monumento prevê uma figura semelhante à Estátua da Liberdade, com as
inscrições “Uma Nação Sob Deus” e “Liberdade e Justiça para Todos”, cravadas a
ouro
A Casa Branca afirmou quarta-feira que o monumento a
inaugurar em Washington para as comemorações dos 250 anos da independência, por
iniciativa do presidente Donald Trump, terá o nome de "Arco do Triunfo dos
Estados Unidos".
A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt,
anunciou o nome numa conferência de imprensa, sublinhando que a estrutura terá
250 pés de altura (equivalente a 76 metros), "em tributo aos 250
anos" da independência do país, que se comemoram a 4 de julho.
"Em homenagem a esta ocasião histórica", Donald
Trump e a sua administração apresentarão os planos para o "Arco do Triunfo
dos Estados Unidos", afirmou Leavitt.
O plano do monumento, divulgado na semana passada pela
Comissão das Artes norte-americana, prevê uma figura semelhante à Estátua da
Liberdade de Nova Iorque, com as inscrições
"Uma Nação Sob Deus" e "Liberdade e Justiça para Todos",
cravadas a ouro.
O plano inclui também duas águias e quatro leões no
monumento, que será instalado entre o Memorial Lincoln e o Cemitério Nacional
de Arlington.
Para Donald Trump, é um desígnio de há 200 anos da capital
norte-americana.
"Foi interrompido por uma coisa chamada a Guerra Civil,
por isso nunca foi construído. Depois, quase construíram algo em 1902, mas
nunca aconteceu", explicou o Presidente norte-americano em fevereiro.
Trump iniciou também a construção de um novo salão de baile
na Casa Branca, demolindo a Ala Leste do edifício histórico.
O presidente celebra este ano, em junho, o 80.º aniversário,
sendo já o chefe de Estado mais idoso a exercer o cargo.
Para o 250.º aniversário da independência estão em
preparação um conjunto pouco usual de eventos, incluindo uma corrida de fórmula
Indy pelas ruas de Washington D.C. e combates de luta livre na Casa Branca.
Trump, multimilionário do setor imobiliário que é
proprietário de uma torre com o seu nome na prestigiada Quinta Avenida de Nova
Iorque, tem paralelamente procurado colocar o seu nome em edifícios e
instituições, o que geralmente é feito em homenagem a presidentes quando deixam
o cargo ou após a sua morte.
Em dezembro, o conselho de curadores do Kennedy Center -
escolhido pelo Presidente republicano - votou a renomeação desta prestigiada
instituição cultural de Washington como "Trump Kennedy Center".
O governo Trump anunciou também o lançamento de uma nova
classe de grandes navios de guerra que terão o seu nome.
O Departamento do Tesouro confirmou ainda a existência de um
plano para uma moeda comemorativa de um dólar com a imagem de Trump, embora as
leis proíbam colocar em notas a imagem de um Presidente em funções ou vivo.
Segundo vários média, incluindo a CNN e a NBC, Trump quis
que o seu nome fosse dado a dois dos locais mais movimentados dos Estados
Unidos: a Penn Station, em Nova Iorque, e o Aeroporto Internacional Dulles, em
Washington.
Citando fontes anónimas, os média relataram este mês que
Trump ofereceu ao líder da minoria no Senado, Chuck Schumer, a libertação de
mais de 16 mil milhões de dólares (13,5 mil milhões de euros) em fundos
federais congelados pela sua administração, destinados a um grande projeto de túnel
ferroviário entre Nova Iorque e Nova Jérsia, caso o político democrata
concordasse em ajudar a renomear a estação ferroviária e o aeroporto.
Schumer, também senador por Nova Iorque, rejeitou a
proposta, segundo as referidas fontes.

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