3.5 milhões de páginas de documentação: Nova Iorque vai ter uma biblioteca dedicada ao caso Epstein
A Sala
de Leitura dedicada a Donald J. Trump e Jeffrey Epstein, aberta entre os dias 8
de 21 de maio, inclui uma exposição com uma linha temporal do caso e um tributo
às vítimas e sobreviventes. Quanto aos documentos, apenas jornalistas e agentes
da lei poderão aceder
São 3,437 livros, 3.5 milhões
de páginas e quase 8 mil quilos de indícios e provas. A documentação
ficará acessível numa Sala de Leitura dedicada a Donald J. Trump e Jeffrey
Epstein, espaço aberto em Nova Iorque entre os dias 8 a 21 de maio. David
Garrett, o principal organizador da iniciativa, conversou com a revista Wired
e explicou o projeto: uma biblioteca e sala de leitura que, em vez de apenas
livros, alberga documentação relativa ao caso Epstein.
A exposição conta com o apoio do Institute for Primary
Facts, sendo um projeto sem fins lucrativos, com o objetivo de exigir mais
transparência ao governo norte-americano, bem como a responsabilização dos
envolvidos no conhecido caso. “O que temos nesta sala são provas de um dos
crimes mais horríveis da história dos Estados Unidos”, afirmou David Garrett,
que espera que quem visite a sala de leitura e consulte os documentos saia com
a convicção de que é possível exigir respeito pela lei americana e a punição
pelos crimes cometidos.
A compilação e verificação da informação foi levada a cabo por uma equipa de advogados e especialistas para garantir a veracidade de todos os factos disponibilizados. Entre verificação de factos, a impressão de toda a documentação e encontrar um local que recebesse a exposição, foi preciso cerca de um mês para dar corpo à iniciativa explicou David Garrett à Wired. A sala vai estar aberta ao público entre esta sexta-feira e o dia 21 de maio, com a ressalva de que apenas jornalistas e agentes da lei poderão ler os arquivos. Os restantes visitantes podem visitar a exposição, que inclui uma linha temporal de todo o processo bem como um tributo aos sobreviventes.
David Garrett aponta falhas ao Departamento da Justiça os
EUA por não ter protegido a identidade de vários sobreviventes quando publicou
uma nova tranche dos ficheiros Epstein em janeiro deste ano. “A transparência e
a responsabilização são importantes, mas desde o início que este projeto se
foca nas vítimas e nos sobreviventes. É sobre eles”, garante o ideólogo do
projeto.
Anteriormente, outros projetos procuraram organizar
ficheiros do caso Epstein tornados públicos para facilitar a consulta e leitura
por parte do público em geral. É exemplo disso o Jmail, um domínio online com
vários documentos compilados numa interface inspirada no Gmail. A singularidade
da biblioteca instalada em Nova Iorque está no facto de os documentos terem um
espaço físico. “A verdade é difícil de negar quando está impressa e tem uma
dimensão física para todos verem”, pode ler-se no site do projeto.
Fonte: Expresso, 8 de maio de
2026


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