Chefe do CENTCOM afirma que escola feminina iraniana atacada em fevereiro ficava em base militar

O chefe do Comando Central norte-americano (CENTCOM) considerou hoje “complexa” a investigação ao ataque que matou mais de 150 raparigas numa escola iraniana em Minab, a 28 de fevereiro, porque o edifício estava localizado numa base iraniana.

É uma investigação complexa. A própria escola está situada numa base ativa de mísseis de cruzeiro da Guarda Revolucionária Islâmica. É mais complexo do que um ataque comum”, explicou o chefe do CENTCOM, almirante Brad Cooper, numa audiência da comissão de Forças Armadas da Câmara dos Representantes (câmara baixa do Congresso) norte-americana.

Numa tensa troca de palavras com o congressista democrata Adam Smith, Cooper sublinhou que “os Estados Unidos não atacam deliberadamente civis”.

“O povo iraniano não é nosso inimigo. Neste caso, o adversário é a Guarda Revolucionária Islâmica”, precisou o almirante.

Smith tinha referido na audiência que, em incidentes anteriores, o Exército norte-americano agiu rapidamente para reconhecer os seus erros, inclusive enquanto havia investigações em curso.

“É bastante claro o que aconteceu ali”, afirmou o congressista, lamentando que tenham passado já 80 dias desde o bombardeamento e que o Pentágono não tenha assumido a sua responsabilidade.

O alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Turk, já em março pediu aos Estados Unidos para concluírem a investigação sobre o ataque que fez 155 mortos, 120 dos quais crianças, no âmbito da ofensiva lançada a 28 de fevereiro contra o Irão pelos Estados Unidos e por Israel.

Fonte: Lusa, 19 de maio de 2026

O magala americano recupera a ideia clássica que marcou a Geração Y: “it’s complicated”, naquela época de ouro da rede social que definiu essa geração: o Facebook, onde os Millennials gastaram o seu irrecuperável tempo. Dita em 2026 parece uma frase vazia, areia para os olhos, procrastinação até ao esquecimento. Mas não é, por causa do número elevadíssimo de fatores a estudar para concluir. No local havia uma base ativa de mísseis de cruzeiro da Guarda Revolucionária Islâmica, um túnel do Hamas, outro do Hezbollah, uma fábrica da China, um gangue do Maduro, um bunker da Coreia do Norte e um restaurante gourmet francês. Todos os nossos inimigos beneficiavam do local, (os franceses são inimigos específicos dos americanos). 

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