Divulgada alegada carta de suicídio de Epstein encontrada antes da sua morte. "É um privilégio poder escolher"
A carta
é concluída com a frase “não tem graça, não vale a pena”
Uma alegada carta de suicídio de Jeffrey Epstein, encontrada
pelo seu parceiro de cela, foi
divulgada na quarta-feira por um juiz federal depois de ter permanecido selada
num tribunal de Nova Iorque durante sete anos.
A notícia é avançada pelo The New York Times, que
publicou um bilhete, escrito à mão em papel pautado, onde se pode ler:
“Investigaram-me durante meses - não encontraram nada!!! É um privilégio poder
escolher o momento certo para dizer adeus. O que querem que faça? Desate a
chorar?”.
A carta, que é concluída com a frase “não tem graça, não
vale a pena”, parece fazer referência a um episódio em que o magnata terá
tentado cometer suicídio, a 23 de julho de 2019, menos de duas semanas antes da
sua morte – a 10 de agosto.
Epstein foi encontrado “com um pano laranja em volta do
pescoço” e “marcas de fricção” na mesma zona, releva o relatório do Gabinete do
Inspetor-geral do Departamento de Justiça. Nessa mesma altura o seu colega de
cela, Nicolas Tartaglione, revelou ter
descoberto o bilhete dentro de uma banda desenhada. Após o incidente
o criminoso sexual começou por referir que tinha sido atacado por Tartaglione,
mas depois garantiu que não sabia o que tinha acontecido e que não queria falar
sobre como é que se tinha ferido.
O jornal norte-americano não conseguiu confirmar a
autenticidade da nota, mas reforça a presença de expressões que também eram
utilizadas nos emails que o criminoso enviava, e que foram previamente
divulgados. “Bust out cryin”, desatar a chorar em português, e “no fun”, não
tem graça em português, eram algumas das formulações escolhidas por
Epstein.
A carta permaneceu sob segredo de justiça durante sete anos,
mesmo depois de o Departamento de Justiça norte-americano ter divulgado milhões
de páginas de documentos relacionados com o caso Epstein. Neste momento existem
ainda 47 mil ficheiros relacionados com o caso retidos pela Administração
Trump, entre os quais alegações de má conduta sexual do presidente
norte-americano feita por uma mulher ao FBI em 2019.
Fonte: Sábado, 7 de maio de
2026

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