Empresa de defesa israelita Rafael pretende adquirir a fábrica da VW em Osnabrück, diz parlamentar alemão

 

A empresa de defesa israelita Rafael está em negociações para comprar a fábrica da Volkswagen em Osnabrück, uma vez que a fabricante automóvel vai encerrar gradualmente a produção de automóveis na cidade do noroeste do país após 2027, disse um parlamentar alemão esta quinta-feira, segundo a agência Anadolu.

Bastian Ernst, deputado conservador da União Democrata Cristã (CDU) do chanceler Friedrich Merz, com experiência anterior na indústria de defesa, confirmou as discussões à agência de notícias alemã (dpa).

"Há negociações entre a Rafael e a Volkswagen", disse, referindo que a fábrica poderia produzir componentes para o sistema de defesa aérea Cúpula de Ferro da Rafael, incluindo camiões pesados, lançadores e outras peças.

"Esta é uma situação vantajosa para ambos os lados. Teríamos expertise israelita na Alemanha, e a empresa estatal israelita teria uma unidade de produção que não está ameaçada por uma guerra", afirmou.

O CEO da Volkswagen, Oliver Blume, afirmou no início desta semana que a empresa vai deixar de fabricar veículos do Grupo Volkswagen em Osnabrück a partir de 2027 e que está a negociar com empresas do setor da defesa para redirecionar a fábrica.

“Estou muito confiante de que chegaremos a uma decisão este ano”, disse Blume ao tabloide Bild. “Não produziremos armas. Contribuiremos com o nosso conhecimento técnico onde formos mais eficazes. Os veículos para transporte militar podem ser uma das opções”.

A fábrica de Osnabrück tem sido um ponto central de debate no meio das mudanças nos planos de produção. Os críticos, incluindo a Iniciativa de Paz de Osnabrück, têm instado a Volkswagen a preservar a produção civil e a rejeitar quaisquer acordos com o sector da defesa. O grupo prometeu continuar a pressionar a administração, os sindicatos e os políticos locais.

O Partido da Esquerda, da oposição, também condenou a possibilidade de cooperação com a Rafael, considerando-a inaceitável face às campanhas militares do governo israelita na região e ao que descreveu como uma guerra genocida em Gaza, que matou dezenas de milhares de civis.

Fonte: Middle East Monitor, 30 de abril de 2026

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