EUA pedem a Venezuela que avance nas consultas com setor privado sobre mineração
O
encarregado de negócios dos Estados Unidos na Venezuela afirmou ter incentivado
o ministro das Minas do país sul-americano a avançar nas consultas com o setor
privado sobre mineração, a fim de proporcionar segurança aos investidores
"A nova lei de minas
representa um passo importante, pelo que incentivei o ministério a continuar a
avançar nas consultas com o setor privado num processo que proporcione
previsibilidade e segurança aos investidores", indicou, na
sexta-feira, o diplomata norte-americano John Barrett, numa mensagem publicada
pela Embaixada dos Estados Unidos na rede social X.
Barrett assegurou que empresas
norte-americanas "de alta qualidade" estão prontas para participar e contribuir com
experiência de ponta e valor a longo prazo para a Venezuela.
Esta mensagem surge depois de o responsável norte-americano
se ter reunido com o ministro das Minas venezuelano, Héctor Silva, o
vice-presidente setorial da Economia, Calixto Ortega, e o presidente do Banco
Central da Venezuela (BCV), Luis Pérez, para impulsionar a fase de recuperação
económica, no âmbito do plano do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald
Trump, para a Venezuela.
Em 1 de maio, o governo da Venezuela assinou um memorando de
entendimento em matéria de mineração com a empresa norte-americana Heeney Capital, que estará associada à suíça
Mercuria Energy Group, segundo informou o canal estatal Venezolana de
Televisión (VTV).
O memorando foi assinado por Héctor Silva e por Sean Pi,
representante da Heeney Capital, no Palácio de Miraflores, sede do Executivo em
Caracas, onde também esteve presente o diretor-geral de investimentos da
Mercuria, James Gilbert.
Em abril, a presidente interina da Venezuela, Delcy
Rodríguez, assinou a nova lei de Minas e agradeceu a Donald Trump e ao governo
norte-americano a "boa disposição" para o desenvolvimento da
cooperação bilateral.
A Assembleia Nacional (parlamento), controlada pelo chavismo, aprovou por unanimidade a nova
lei de Minas, que abre o setor ao investimento privado e
estrangeiro, face ao interesse expresso dos Estados Unidos no ouro venezuelano.
A lei tem 131 artigos e revoga a legislação em vigor desde
1999, aprovada por um decreto do então presidente Hugo Chávez (1954-2013), que
detinha poderes especiais concedidos pelo legislativo.
Este novo projeto de lei foi impulsionado pela presidente
interina, na sequência da visita a Caracas do secretário do Interior dos
Estados Unidos, Doug Burgum, que assegurou que empresas dos EUA querem operar
na Venezuela.
Após essa visita, o Departamento do Tesouro dos EUA emitiu
uma licença que autoriza empresas norte-americanas a realizar algumas
atividades relacionadas com a exploração e comercialização do ouro venezuelano.
Fonte: RTP, 23 de maio de 2026

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