Festival da Eurovisão 2026 – parte 2

Começa com a alegoria de uma Europa sem os GI Joes americanos

DARA - Bangaranga – Bulgária

Alexandra Căpitănescu - Choke Me – Roménia

Monroe - Regarde! – França

SIMÓN - Paloma Rumba – Arménia

LOOK MUM NO COMPUTER - Eins, Zwei, Drei – Inglaterra

JONAS LOVV - YA YA YA – Noruega

Moroccanoil é uma marca de cosméticos e cuidados capilares conhecida sobretudo pelos seus produtos à base de óleo de argão, ingrediente tradicionalmente associado a Marrocos. A marca ganhou enorme popularidade internacional a partir dos anos 2000, especialmente no universo dos salões de cabeleireiro, dos produtos anti-frizz e dos tratamentos destinados à hidratação, brilho e reparação do cabelo.

O produto mais emblemático da marca é o “Moroccanoil Treatment”, um óleo ou sérum capilar utilizado para suavizar cabelo seco, reduzir o frizz, dar brilho e oferecer alguma proteção contra o calor dos secadores e modeladores. Durante anos, tornou-se quase um objeto obrigatório em cabeleireiros de gama média e alta, associado a uma estética de cabelo brilhante, disciplinado e visualmente “saudável”.

Parte do sucesso da marca deveu-se à popularização global do óleo de argão, mas também a uma estratégia de marketing muito eficaz, baseada numa imagem de luxo mediterrânico e oriental. A Moroccanoil acabou por se transformar num símbolo de cuidados capilares premium, frequentemente ligado à estética “beach-glam” e ao universo das celebridades.

Apesar do nome, a empresa não é marroquina. O produto original foi criado em Israel por dois irmãos (Mike e Erik Sabag), cabeleireiros. Começou como um tratamento de óleo de argão vendido em salões. O negócio foi posteriormente adquirido por Carmen Tal e Ofer Tal. A partir daí é que a marca se internacionaliza e transforma-se na empresa global atual.

A referência “Moroccan” relaciona-se sobretudo com o óleo de argão utilizado nos produtos, extraído da árvore Argania spinosa, que cresce principalmente em Marrocos. Este óleo é rico em vitamina E, ácidos gordos e compostos antioxidantes, razão pela qual passou a ser associado a propriedades nutritivas e hidratantes.

Como sucede com muitos produtos cosméticos, existe também algum exagero de marketing em torno da marca. Os produtos podem efetivamente melhorar o brilho, a textura e o aspeto seco do cabelo, além de ajudarem no controlo do frizz. Contudo, não “reconstroem” milagrosamente cabelo danificado, e parte do efeito imediato de suavidade resulta do uso de silicones cosméticos. Ainda assim, continuam populares porque oferecem um acabamento visual agradável, têm uma fragrância muito apreciada e funcionam razoavelmente bem como produto de styling e controlo capilar.

Há grandes esperanças de que o produto embeleze os cabelos em Gaza, Cisjordânia, Síria, Líbano e Irão… tudo oferecido pelo Donald Trump, o presidente do cabelo lindo - a autoridade máxima global da técnica capilar.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Eva Vlaardingerbroek

Tomás Taveira: as cólicas de um arquiteto