Keir Starmer faz discurso de relançamento sob fogo
Maria Riveiro
Primeiro-ministro
trabalhista aposta no relançamento da sua imagem através de uma comunicação ao
país, quando mais de 40 deputados pedem a sua demissão. Potenciais sucessores
posicionam-se
A derrota em toda a linha do Partido Trabalhista nas
eleições de quinta-feira, onde perdeu 1500
lugares nas eleições locais em
Inglaterra, assim como o controlo da assembleia galesa - e em consequência do
governo - e não conseguiu inverter o declínio no parlamento escocês, levou à já
esperada fase do afiar de facas. O homem a abater, líder do partido e do
governo britânico, recusa sair pelo próprio pé. Uma deputada fez um ultimato
aos membros do gabinete: ou decidiam no próprio domingo a destituição de Keir
Starmer, ou avança para um desafio à chefia do Labour. A iniciativa pode
precipitar um movimento de rejeição ao líder e até a que candidaturas de peso
avancem.
Em entrevista ao The Observer, no sábado, Starmer
tentou segurar as rédeas do partido ao reconhecer que o resultado eleitoral
tinha sido “muito duro” e que o executivo tinha de “refletir e responder” em
conformidade. Deixou de fora qualquer hipótese de se demitir, ao afirmar que vai continuar a dirigir o seu partido até às próximas
eleições gerais e recandidatar-se, tendo classificado o seu governo
como um “projeto de renovação de dez anos”. Reconheceu que a comunicação com o
país não terá sido a melhor, motivo pelo qual os partidos Reform de Nigel
Farage, Verdes de Zack Polanski, ou até o Liberal Democrata de Ed Davey
conheceram ganhos eleitorais.
Porém, recusa a ideia de que os britânicos queiram no n.º 10
de Downing Street um populista, seja à direita, como Farage, seja à esquerda,
como Polanski. “Penso que a maioria do público em geral quer, na verdade, saber
que nós, o governo, temos respostas progressistas aos desafios que enfrentam no
seu dia a dia, e precisamos de explicitar, em
termos claros e com convicção, que realmente temos essas respostas progressistas.”
O primeiro-ministro aposta as fichas todas em duas
comunicações: a primeira, e mais importante, no discurso a proferir na manhã
desta segunda-feira, a ser transmitido na televisão; a segunda, na
quarta-feira, no discurso do rei — que, na realidade, é escrito pelo governo
para delinear as suas políticas e legislação a propor na nova sessão
parlamentar. Na entrevista ao The Observer, Starmer já revelou que entre
as propostas a elencar, vai apostar numa relação
mais próxima com a União Europeia, tendo sugerido um esquema em que
os jovens até aos 30 anos possam ter liberdade de movimento na UE durante dois
a três anos.
Enquanto 42 deputados trabalhistas apelaram para a demissão
de Starmer, um desses representantes, Catherine West, fez um apelo para os
governantes escolherem um novo chefe. Caso contrário, e se o discurso de
Starmer não a convencer, irá avançar para um desafio à liderança. Os prováveis
candidatos à sucessão reagiram de forma diferente: Wes Streeting, ministro da
Saúde, terá dito a Starmer que está a preparar-se para concorrer caso tudo se
precipite, segundo noticiou o Telegraph.
Já a ex-vice-primeira-ministra Angela Rayner fez uma
comunicação muito crítica com o rumo do governo, mas apelou para a mudança de
políticas e para a unidade. “O escândalo de Peter Mandelson revelou uma cultura
tóxica de favoritismo”, disse sobre a forma como Starmer lidou com o diplomata
que foi próximo de Jeffrey Epstein. “Decisões
como cortar a subvenção de combustível de inverno simplesmente não eram o que
as pessoas esperavam de um governo trabalhista”, prosseguiu Rayner,
que ainda se mostrou contra o facto de Starmer ter impedido que Andy Burnham,
mayor da Grande Manchester, tivesse concorrido a uma eleição intercalar para
deputado.
“O primeiro-ministro deve agora estar à altura do momento e
delinear a mudança que o nosso país necessita. Mudar a nossa agenda económica
para dar prioridade a melhorar a vida das pessoas, mudar a forma como gerimos o
nosso partido para que todas as vozes sejam ouvidas e mudar a forma como
fazemos política”, concluiu Rayner, que se viu obrigada a demitir no ano
passado por suspeitas de não ter cumprido as obrigações fiscais na aquisição de
um apartamento.
Fonte: Diário de Notícias, 10 de maio de 2026
Os ingleses só têm uma solução: suplicar ao primo do rei Carlos que venha governá-los. Então, serão grandes outra vez.
Trump e Rei Carlos podem ser primos. “Sempre quis morar no Palácio de Buckingham”, refere o norte-americano
Segundo o tabloide britânico Carlos e Trump são primos em 15.º grau devido a ligações com o nobre escocês John Stewart
O presidente dos Estados Unidos e o rei britânico compartilham um parente em comum, ao pelo menos é isso que avança o Daily Mail esta terça-feira. Donald Trump parece ter gostado da notícia e referiu nas redes sociais que “sempre quis morar no Palácio de Buckingham”: “Falarei com o rei e a rainha sobre isso em alguns minutos”, escreveu ainda.
Segundo o tabloide britânico Carlos e Trump são primos em 15.º graus devido a ligações com o nobre escocês John Stewart, 3.º conde de Lennox, que viveu entre 1490 e 1526.
A linhagem de Stewart foi desenvolvida através da sua filha Helen Stewart e evolui através dos apelidos Gordon, Mackay, Munro e MacLeod, sendo este o apelido de solteira da mãe de Trump, Anne MacLeod Trump. Segundo a BBC Anne MacLeod imigrou para os Estados Unidos vinda de Lewis, na Escócia, em 1930 e seis anos depois casou-se com Frederick Trump, um empresário do ramo imobiliário filho de imigrantes alemães.
Fonte: Sábado, 28 de abril de 2026



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