Netanyahu critica ministro: Ben Gvir não agiu segundo "valores" de Israel
Os valores de Israel
Números 31
¹ E falou o Senhor a Moisés, dizendo:
² Vinga os filhos de Israel dos midianitas; depois recolhido serás ao teu povo.
³ Falou, pois, Moisés ao povo, dizendo: Armem-se alguns de vós para a guerra, e saiam contra os midianitas, para fazerem a vingança do Senhor contra eles.
⁴ Mil de cada tribo, entre todas as tribos de Israel, enviareis à guerra.
⁵ Assim foram dados, dos milhares de Israel, mil de cada tribo; doze mil armados para a peleja.
⁶ E Moisés os mandou à guerra, mil de cada tribo, e com eles Fineias, filho de Eleazar, o sacerdote, com os vasos do santuário, e com as trombetas do alarido na sua mão.
⁷ E pelejaram contra os midianitas, como o Senhor ordenara a Moisés; e mataram a todos os homens.
⁸ Mataram também, além dos que já haviam sido mortos, os reis dos midianitas: a Evi, e a Requém, e a Zur, e a Hur, e a Reba, cinco reis dos midianitas; também a Balaão, filho de Beor, mataram à espada.
⁹ Porém, os filhos de Israel levaram presas as mulheres dos midianitas e as suas crianças; também levaram todos os seus animais e todo o seu gado, e todos os seus bens.
¹⁰ E queimaram a fogo todas as suas cidades com todas as suas habitações e todos os seus acampamentos.
¹¹ E tomaram todo o despojo e toda a presa de homens e de animais.
¹² E trouxeram a Moisés e a Eleazar, o sacerdote, e à congregação dos filhos de Israel, os cativos, e a presa, e o despojo, para o arraial, nas campinas de Moabe, que estão junto ao Jordão, na altura de Jericó.
(…).
¹⁷ Agora, pois, matai todo o homem entre as crianças, e matai toda a mulher que conheceu algum homem, deitando-se com ele.
¹⁸ Porém, todas as meninas que não conheceram algum homem, deitando-se com ele, deixai-as viver para vós.
O
primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, criticou as ações do ministro
Ben Gvir em relação aos ativistas da flotilha, afirmando que "não estão em
consonância com os valores" do país. O ministro dos Negócios Estrangeiros
seguiu a mesma linha, considerando os atos do colega "vergonhosos"
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, admitiu
esta quarta-feira, que as ações do ministro da Segurança Nacional, Ben Gvir,
para com os membros da flotilha não estão em "consonância com os valores e
normas" do país.
Numa publicação na rede social X, a embaixada de Israel em
Portugal transmite uma declaração de Netanyahu onde o primeiro-ministro defende
que "Israel tem todo o direito de impedir que flotilhas provocadoras de
apoiantes terroristas do Hamas entrem nas nossas águas territoriais e cheguem a
Gaza".
"No entanto, a forma como o ministro Ben Gvir lidou com os ativistas da flotilha não está em consonância com os valores e normas de Israel", cedeu.
Em causa, recorde-se, está um momento, captado em vídeo, do
ministro israelita troça dos ativistas detidos por Telavive. Os membros da
flotilha intercetada na segunda-feira estão de joelhos no chão e algemados. À
sua frente, Ben Gvir agita uma grande bandeira de Israel e grita em hebraico:
"Bem-vindos a Israel, nós somos os mestres".
Segundo a embaixada israelita em Portugal, Netanyahu terá
ainda dado instruções para que as autoridades deportem "os provocadores o
mais rápido possível".
Para além das críticas de Netanyahu, também o ministro dos
Negócios Estrangeiros de Israel, Gideon Sa'ar reagiu às ações do seu colega de
governo e de forma também crítica.
"[Ben Gvir] prejudicaste conscientemente o nosso Estado com esta demonstração vergonhosa - e não é a primeira vez. Desfizeste esforços tremendos, profissionais e bem-sucedidos levados a cabo por tantas outras pessoas - de soldados das Forças de Defesa de Israel a funcionários do Ministério dos Negócios Estrangeiros e muitos outros. Não, não és a cara de Israel", atirou, também citado pela embaixada israelita em Portugal.
Há dois portugueses entre os detidos. Familiares sem
informação
Os ativistas estão detidos no porto de Ashdod, no sul de
Israel, depois de o Ministério dos Negócios Estrangeiros israelita ter afirmado
ontem que estava concluída a interceção dos últimos barcos da flotilha
humanitária, após dois dias de operações contra cerca de 50 embarcações que
tentavam chegar à Faixa de Gaza com mais de 400 ativistas a bordo.
Entre os detidos, recorde-se, estão dois médicos
portugueses: Beatriz Matos e Gonçalo Dias, ambos de 30 anos e provenientes da
cidade do Porto.
Esta quarta-feira, em declarações aos jornalistas no Palácio
em Belém, familiares dos dois portugueses afirmaram que não têm informações
"oficiais" sobre os médicos, notando que "nem o cônsul de
Telavive conseguiu ainda" falar com Beatriz ou com Gonçalo.
Fonte: Notícias ao Minuto, 20 de maio de 2026
Benjamin Netanyahu
“Não, não acredito que o verdadeiro cerne do conflito seja a
lamentável recusa árabe em aceitar o Estado de Israel. Como já foi referido
anteriormente, durante 20 anos os árabes controlaram tanto a Cisjordânia como a
Faixa de Gaza, e se a autodeterminação fosse, como agora se diz, o cerne do
conflito, poderiam facilmente ter estabelecido um Estado palestiniano nessa
altura, mas não o fizeram.”
“Não, não creio que sim, mas acho bastante elucidativo que
os palestinianos, que invocam o direito à autodeterminação, um atributo
inerente a nações separadas, sejam os que se definem como parte da nação árabe.
Ninguém nega que existam árabes palestinianos; há um árabe palestiniano muito
ilustre sentado mesmo ao meu lado, mas os próprios palestinianos, no Pacto
Nacional Palestiniano, logo no primeiro artigo, afirmam que o povo da Palestina
faz parte da nação árabe.
Ora, vejamos a nação árabe: tem 21 estados, uma área
aproximadamente do tamanho dos Estados Unidos e um sexto de toda a riqueza
mundial. Ora, acrescente-se a isto o facto de já existir um Estado
palestiniano, a Jordânia, cuja população é 60% palestiniana. Acho bastante
interessante que Yasir-Arafat e o rei Hussein, inimigos declarados, concordem
numa coisa: a Jordânia é um Estado palestiniano. Portanto,
estamos a falar de uma reivindicação por um 22.º Estado árabe e um segundo
Estado palestiniano.”
“Bem, penso que os palestinianos na Cisjordânia devem ter garantidos todos os direitos humanos e civis, uma vez que nenhum árabe no Médio Oriente tem esses direitos. Nenhum árabe, em caso algum, tem plenos direitos humanos ou o direito de votar no seu próprio governo. Os árabes que viviam em Israel, dentro das fronteiras do P67, são os únicos árabes no Médio Oriente que têm esse direito, e eu sou totalmente a favor de que os mesmos árabes que vivem na Cisjordânia e na Faixa de Gaza também tenham esse direito no acordo de paz final.”




Comentários
Enviar um comentário