Netanyahu denuncia "falência moral" da UE após sanções a colonos

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, acusou hoje a União Europeia (UE) de "falência moral" após a decisão do bloco de sancionar os colonos israelitas extremistas culpados de violência contra palestinianos na Cisjordânia ocupada.

"Enquanto Israel e os Estados Unidos fazem o 'trabalho sujo' da Europa, lutando pela civilização contra os fanáticos ‘jihadistas’ no Irão e noutros lugares, a União Europeia revelou a sua falência moral ao traçar um paralelo falso entre os cidadãos israelitas e os terroristas do Hamas", frisou o primeiro-ministro, citado num comunicado do seu gabinete.

Sete colonos extremistas ou suas organizações são alvos dessas sanções, assim como 12 elementos do movimento islamita palestiniano Hamas, que também foram incluídos no acordo político da UE sobre estas sanções.

O ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel já tinha condenado o acordo da UE para sancionar colonos extremistas.

"Israel apoiou, apoia e continuará a apoiar o direito dos judeus de se estabelecerem no coração da nossa pátria", afirmou Gideon Saar, na rede social X, referindo-se ao território ocupado por Israel desde 1967.

Fonte: CNN Portugal, 11 de maio de 2026 

Israel critica UE por falta de lista de sanções a colonos

O ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel criticou hoje a União Europeia (UE) por ainda não ter publicado oficialmente a lista de indivíduos e organizações de colonos israelitas sancionados por violência na Cisjordânia.

"As informações que circulam através dos canais diplomáticos indicam que a lista de sanções, cujo conteúdo também não foi divulgado, inclui indivíduos e organizações que não têm absolutamente nenhuma ligação com violência ou atividade criminosa", afirmou a diplomacia israelita em comunicado, após a decisão hoje anunciada por Bruxelas.

A ONG israelita Paz Agora divulgou uma lista que inclui quatro organizações associadas a colonos e três líderes de colonatos judaicos na Cisjordânia, "ligados à violência e à pilhagem” contra os habitantes palestinianos.

Além da política Daniella Weiss, fundadora da organização de extrema-direita Nachala, a UE tem como alvo os movimentos de defesa dos colonatos Amana e Regavim, bem como o grupo paramilitar Hashomer Yosh e ainda os dois responsáveis destes dois últimos, segundo a Paz Agora.

Fonte: CNN Portugal, 11 de maio de 2026 

Israel recusa impor sanções aos colonos da Cisjordânia

Israel rejeita a decisão dos ministros da União Europeia de impor sanções aos colonos da Cisjordânia, escreve a Reuters, que cita o ministro dos Negócios Estrangeiros israelita na rede social X.

Os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia aprovaram esta segunda-feira sanções a colonos israelitas na Cisjordânia, anunciou a chefe da diplomacia do bloco europeu, que frisou que foram também impostas medidas contra figuras do grupo extremista palestiniano Hamas.

“Os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE) acabaram de dar ‘luz verde’ a sanções contra colonos israelitas pela sua violência contra palestinianos”, anunciou Kaja Kallas numa publicação na rede social X.

A Alta Representante da UE para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança acrescentou que os ministros também concordaram em impor novas sanções a personalidades do Hamas.

“Já era tempo de passarmos do impasse à ação. Extremismos e violência têm consequências”, frisou Kaja Kallas.

As sanções a colonos israelitas, que estavam em cima da mesa desde setembro de 2025, estavam a ser unicamente bloqueadas pelo governo da Hungria de Viktor Orbán, que foi derrotado nas eleições legislativas de 12 de abril.

Com a tomada de posse do novo primeiro-ministro húngaro, Péter Magyar, no sábado passado, os Estados-membros conseguiram assim chegar à unanimidade necessária para aprovar estas sanções.

Fonte: CNN Portugal, 11 de maio de 2026 

Não há colonos violentos, apenas homens mais morais do mundo a repossuir as terras de direto que lhes foram roubadas pelo Irão, pelo Hamas, pelo Hezbollah, pela Coreia do Norte, por Vladimir Putin… por todos os inimigos da democracia.

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