Novo Swatch gera caos pelo mundo. Lojas fechadas e gás pimenta nas ruas
O Royal
Pop resulta da parceria com a luxuosa marca Audemars Piguet. Foi colocado à
venda por 400 dólares (344 euros), em todo o mundo, gerando longas filas, com a
tensão a estalar em vários locais
O novo relógio da Swatch está na origem do caos que se
viveu, no sábado, em cidades de todo o mundo, desde França ao Japão. Várias
lojas da marca acabariam mesmo por manter as portas fechadas por tempo
indeterminado.
Os relógios do modelo Royal Pop fizeram vários interessados
esperarem toda a noite em filas à porta das lojas. Este foi desenhado em
colaboração com a luxuosa marca de relógios Audemars Piguet e captou muitas
atenções... para lá, até, do saudável.
O caos tomou conta das ruas de várias cidades europeias,
inclusive com intervenção das polícias. Em Paris, a polícia disparou gás
pimenta para dispersar a multidão, depois de as portas de segurança serem
danificadas, reporta o The Guardian, que cita uma fonte policial.
Em Düsseldorf, na Alemanha, a polícia empurrou algumas das
pessoas que procuravam comprar os novos relógios.
No Reino Unido, lojas localizadas em cidades como
Manchester, Cardiff, Birmingham, Sheffield ou Liverpool receberam grandes
multidões às portas. A polícia foi chamada em todos estes casos e viria a deter
um homem em Cardiff, além de dar ordem de dispersão em Birmingham.
Em Milão, na Itália, as consequências foram mais gravosas. O clima de tensão rebentou e várias pessoas que procuravam comprar o relógio chegaram mesmo a vias de facto.
Nos Países Baixos, o clima ficou tenso à porta de uma loja
da Swatch, no interior de um centro comercial perto de Haia. As lojas de
Amesterdão e Utrecht não abriram ao público.
Saindo do continente europeu, grandes multidões saíram às
ruas em localizações tão diversas como Dubai (EAU), Bangkok (Tailândia), Índia,
Singapura e Osaka (Japão). Também em Nova Iorque (EUA) houve pessoas na rua à
espera da abertura de portas de uma loja, na famosa praça de Times Square.
Várias pessoas conseguiram entrar naquela loja e comprar o
relógio, a troco de 400 dólares (344 euros, ao câmbio atual). Citado pelo The
Guardian, um homem que deu o nome de Mac
disse que, pouco depois de comprar o relógio, acabaria por vender por quatro
mil dólares (3440 euros).
Fonte: Dinheiro Vivo, 17 de maio de 2026
O relógio de €400 que levou vários portugueses a dormir
à porta do Colombo
Filas
de madrugada no Colombo, relógios esgotados em minutos e revendas a chegar aos
dois mil euros. O lançamento do Royal Pop, a colaboração entre a Swatch e a
Audemars Piguet, transformou-se num fenómeno global — e Portugal não escapou à
febre. Mas porque é que um relógio de bolso de 400 euros está a gerar este
nível de obsessão? E o que é que isto revela sobre o novo negócio do luxo?
Parecia apenas mais um lançamento de um relógio de luxo até
as filas começarem a formar-se de madrugada em Lisboa. A colaboração entre a
Swatch e a Audemars Piguet acabou por transformar um relógio de 400 euros num fenómeno global de escassez, revenda e caos
nas lojas.
Fonte: Expresso, 18 de maio de 2026
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