Suspeito de tentar matar Trump declara-se inocente

 

Cole Allen, suspeito da tentativa de assassinato de Donald Trump, a 25 de abril, declarou-se inocente em tribunal, esta segunda-feira, de todos os crimes pelos quais é acusado, avançou a agência Reuters.

Durante a sessão, Allen não interveio, tendo a declaração sido feita através do seu advogado de defesa, que reforçou o pedido na passada semana de afastar do caso membros do Departamento de Justiça, como a procuradora federal do Distrito de Columbia, Jeanine Pirro, porque se encontravam no local do crime, algo que poderia constituir um “conflito de interesse”.

“É totalmente inadequado para as vítimas de um alegado evento como este individualmente processarem o caso individualmente”, afirmou o advogado de defesa, Eugene Ohm, segundo a Reuters, sendo que o Departamento de Justiça responder até 22 de maio.

O suspeito foi acusado formalmente na passada terça-feira de quatro crimes: agressão de um agente federal, transporte de armas com intenção de cometer crime grave, disparo de arma de fogo, ataque a um elemento do Serviços Secreto norte-americano.

Allen foi detido a 26 de abril após contornar um controlo de segurança e tentar entrar, armado com uma caçadeira, uma pistola e várias facas, no salão de um hotel de Washington onde decorria o jantar.

No evento estavam presentes Donald Trump, a primeira-dama, Melania Trump, o vice-presidente, JD Vance, e o presidente da Câmara dos Representantes, Mike Johnson, entre outras autoridades.

O suspeito, engenheiro e professor na Califórnia, terá ultrapassado um posto de controlo em corrida e acredita-se que disparou contra um agente antes de ser imobilizado pelas forças de segurança. Minutos antes do incidente, Allen enviou um texto aos familiares em que afirmava que o seu objetivo eram membros da administração de Trump.

A tentativa de entrada no salão onde decorria o evento desencadeou um tiroteio com os agentes de segurança que não causou vítimas, mas obrigou à retirada do presidente e de membros da administração.

Na semana passada, a juíza Zia Faruqui, responsável pelo caso, pediu desculpa a Allen pelas duras condições a que foi submetido na prisão, após ter passado vários dias numa cela de isolamento, apesar das queixas dos advogados de defesa.

A próxima sessão de julgamento está marcada para 29 de junho, de acordo com vários órgãos de comunicação social citados pela agência de notícias France-Presse (AFP).

Fonte: Observador, 11 de maio de 2026

Cole Allen corre mais rápido que uma bala, como a Formiga Atómica.

Disparam-lhe vários tiros, quando a bala chega, ele já lá não está. 

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