Trump acusa Papa Leão XIV de colocar católicos em perigo por ser contra a guerra com Irão

 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou esta terça-feira o Papa Leão XIV de colocar os católicos em perigo pela sua continuada oposição à guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão

Em abril, Trump afirmou que o Papa era "fraco perante o crime" e "terrível em política externa", após Leão XIV ter criticado o conflito.

Numa entrevista feita no fim de semana no programa The Hugh Hewitt Show e esta terça-feira divulgada, Trump voltou a criticá-lo quando questionado sobre se Leão XIV deveria abordar a detenção, por parte da China, do empresário de Hong Kong Jimmy Lai.

"O Papa prefere falar do facto de ser aceitável que o Irão tenha uma arma nuclear. Não acho que isso seja muito bom. Acho que está a colocar muitos católicos e muitas pessoas em perigo, mas, suponho, depende do Papa. Acha que é perfeitamente aceitável que o Irão tenha uma arma nuclear", insistiu o Presidente norte-americano.

A 14 de abril, o Papa insistiu que Deus, dilacerado pelas guerras, não está do lado dos prepotentes, numa declaração interpretada como uma nova crítica ao Presidente norte-americano e à guerra contra o Irão.

Leão XIV voltou a criticar os "prepotentes do mundo que decidem as guerras" depois da resposta na véspera a Donald Trump, na qual afirmou não temer um chefe de Estado que o qualificou como fraco e péssimo em política externa

Durante uma visita pastoral à Argélia, Leão XIV reiterou que "o coração de Deus está dilacerado pelas guerras, pela violência, pela injustiça e pela mentira".

"Mas o coração do nosso Pai não está com os ímpios, com os prepotentes, com os soberbos: o coração de Deus está com os humildes e os simples, e com eles faz avançar o seu Reino de amor e de paz, dia após dia", afirmou.

Na resposta, em declarações ao diário italiano Corriere della Sera, também a 14 de abril, Trump disse que Leão XIV não compreende o que se passa no Irão.

"[O Papa] não faz ideia do que se está a passar no Irão e não entende que o Irão representa uma ameaça nuclear. Não compreende e não deveria andar a falar sobre a guerra, porque não faz ideia do que está a acontecer. Não compreende que 42.000 manifestantes foram mortos no Irão no mês passado [março]", argumentou Trump.

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar ao Irão, que justificaram com a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que afirma destinar-se apenas a fins civis.

Em retaliação à ofensiva, o Irão encerrou o Estreito de Ormuz, abalando a economia mundial, e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e infraestruturas civis em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Jordânia, Omã e Iraque.

Fonte: SIC Notícias, 5 de maio de 2026

Um padrão americano já sobejamente conhecido: na administração de Bush Filho repetia-se “armas de destruição maciça”, “armas de destruição maciça”, “armas de destruição maciça”. Ainda hoje essa mesma administração continua a repisar “armas de destruição maciça”, “armas de destruição maciça”, “armas de destruição maciça”, na esperança de que apareçam.

A administração Trump martela “arma nuclear”, “arma nuclear”, “arma nuclear”, na expetativa de que os tontos ou os comentadores de TV acreditem que o problema não está em Telavive.

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