Boris Johnson reage após escapar a ataque russo: "Lógica distorcida"
Nata Lee, modelo internacional russa, influenciadora digital
e DJ, nascida a 17 de fevereiro de 1999, na Rússia
O
antigo primeiro-ministro britânico Boris Johnson apelou a que o governo do
Reino Unido dê às forças da Ucrânia "as defesas áreas de que
precisam", na sequência do ataque a uma locomotiva ucraniana na fronteira
com a Polónia
O antigo primeiro-ministro britânico Boris Johnson admitiu,
este domingo, desconhecer "que lógica distorcida" levou o presidente
russo, Vladimir Putin, a atacar "uma locomotiva ucraniana parada na
fronteira com a Polónia", tendo apelado ao
governo do Reino Unido para que forneça à Ucrânia "as defesas nas áreas em
que precisa". Já a companhia ferroviária ucraniana
Ukrzaliznytsia esclareceu que, ao contrário do inicialmente avançado pela
imprensa alemã, o ex-chefe do governo britânico e outros líderes europeus não
foram retirados do comboio diplomático.
"Não sei que lógica distorcida levou Putin a fazer explodir esta manhã uma locomotiva ucraniana parada na fronteira com a Polónia. O que podemos afirmar com certeza é que este é o tipo de ataque aleatório e sem sentido que os ucranianos têm de suportar todos os dias - mesmo nas linhas ferroviárias civis. Até agora, Putin foi responsável pela morte de 1700 funcionários da Ukrzaliznytsia. Eles e os seus passageiros são verdadeiros heróis", escreveu Boris Johnson, na rede social X (Twitter).
O antigo primeiro-ministro asseverou que "os ucranianos vão vencer - isso ficou claro nos últimos três dias passados no
seu maravilhoso país", mas assinalou que será possível acabar
"com esta guerra terrível muito mais depressa se todos levarmos isto a
sério e lhes dermos o que precisam e merecem".
"Quando é que lhes vamos fornecer as defesas aéreas de
que precisam? Porque é que não descongelamos o dinheiro de Putin e o entregamos
à Ucrânia? Há mais de 140 mil milhões de euros numa conta bancária belga - e
cerca de 10 mil milhões de libras em Londres. O Reino Unido poderia dar o
exemplo", apelou.
Entretanto, a Ukrzaliznytsia forneceu alguns detalhes sobre
o ataque em Yagodyn, que ocorreu depois de o
comboio em que seguiam personalidades como Boris Johnson e o antigo
primeiro-ministro da Suécia Carl Bildt ter partido. Saliente-se que o jornal
alemão Der Spiegel noticiou que a locomotiva dos líderes internacionais
também tinha sido evacuada, mas a informação foi desmentida.
"Pouco antes do ataque à locomotiva na fronteira entre
a Ucrânia e a Polónia, na estação de Yagodyn, encontrava-se um comboio
diplomático, a bordo do qual viajavam conselheiros de segurança de vários
Estados-Membros da União Europeia e antigos líderes europeus, incluindo o
ex-primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson. Noutro
comboio, que se encontrava na estação de Yagodyn precisamente no momento do
ataque, estava o antigo diretor da CIA David Petraeus", indicou, na rede
social Telegram.
O organismo especificou que "o drone que atacou a
locomotiva na fronteira entre a Ucrânia e a Polónia foi detetado por um
controlador do Grupo Central de Monitorização, e o sinal para a evacuação do
comboio foi dado 15 minutos antes do impacto". Contudo, a empresa
considerou que "é bastante provável que o alvo deste drone russo pudesse
ter sido também o comboio diplomático, que partiu da estação antes da hora
prevista, no âmbito da revisão dos horários dos comboios em tempo real, devido
à ameaça constante de ataques russos".
Também Bildt reagiu, tendo dado conta de que o comboio em
que os líderes internacionais seguiam "recebeu apenas um aviso de
evacuação, mas pôde prosseguir para Dorohusk".
"Este não era o nosso comboio, mas sim o que seguia
logo a seguir ao nosso, junto à passagem fronteiriça polaca. Foi evacuado à
medida que o drone russo se aproximava e ninguém ficou ferido. Um sistema de
segurança muito bom. O nosso comboio recebeu apenas um aviso de evacuação, mas
pôde prosseguir para Dorohusk. Os ataques russos contra a Ucrânia estão a
intensificar-se", alertou, na rede social X.
De notar que o ministério da Defesa russo anunciou ter
atacado "infraestruturas ferroviárias" no oeste da Ucrânia utilizadas
para "transportar carga militar" da Europa, após Varsóvia e Kiev
terem denunciado o ataque a um comboio de passageiros que circulava entre as
duas capitais.
A Ukrzaliznytsia já tinha advertido que estava em curso um
"ataque sistemático" à rede "em todo o país", depois de o
presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, ter indicado que um drone russo tinha
atingido "deliberadamente" um comboio perto da fronteira com a
Polónia, sem causar vítimas.
Fonte: Notícias ao Minuto,
13 de setembro de 2026


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