Trump critica libertação de suspeitos de planear ataque a base no Reino Unido
Donald Trump afirmou esta segunda-feira que "não teria
libertado" os cinco britânicos detidos no domingo perto de uma base
militar em Inglaterra utilizada pelo exército norte-americano, e que foram
libertados sob fiança. "Estou surpreendido
por os terem libertado; não o teria feito", disse o presidente
norte-americano durante uma conversa com a imprensa no Salão Oval.
Trump deixou ainda uma palavra de agradecimento às
autoridades britânicas. “Eles têm estado muito
bem, colaboraram estreitamente connosco”. Questionado sobre um possível papel do Irão
no eventual ataque, Donald Trump afirmou: "Pode
estar, mas respondo-lhe que teria dito para não lhe permitirem sair
sob fiança. Fiança sem dinheiro”.
"Podia ser muito específico, mas prefiro não dizer
nada", acrescentou. O chefe da diplomacia norte-americana, Marco Rubio,
mostrou-se mais categórico, declarando que o ataque envolvia "claramente
um ator estrangeiro".
"Trata-se claramente de um caso que envolve um ator
estrangeiro", declarou Marco Rubio no programa de Sean Hannity, na Fox
News, recusando-se, no entanto, a fornecer "detalhes sobre o
assunto".
"Não vou entrar em detalhes sobre isso para já. No
entanto, quero agradecer às autoridades britânicas, que se mostraram muito
cooperantes e souberam conduzir a situação", acrescentou. A polícia
britânica informou estar a "explorar múltiplas linhas de
investigação" no caso, incluindo a possibilidade de envolvimento de um
"Estado estrangeiro". O Irão, por sua vez, negou
"categoricamente" qualquer envolvimento.
Cinco homens foram detidos e 85 habitações foram evacuadas
no domingo nas imediações da base de Fairford, no condado de Gloucestershire,
sudoeste de Inglaterra, onde a polícia antiterrorista investiga um possível
ataque com explosivos.
A base de Fairford ganhou
especial relevância este ano depois de o ex-primeiro-ministro britânico Keir
Starmer ter autorizado a utilização para ações norte-americanas de "carácter
defensivo" contra instalações de mísseis iranianas.
Em março, o Reino Unido autorizou os Estados Unidos a
utilizar a base de Fairford para "operações defensivas específicas
dirigidas ao Irão", com o objetivo de destruir mísseis iranianos.
Desde então, bombardeiros e outras aeronaves americanas
foram vistos a descolar e a aterrar em Fairford.
Em julho, a Guarda Revolucionária do Irão tinha avisado que
qualquer base utilizada para lançar ataques contra o país constituiria um
"alvo legítimo".
A base de Fairford serve como ponto de apoio para a Força
Aérea dos EUA desde a Guerra Fria.
Já foi utilizada pelos militares norte-americanos em
operações durante a Guerra do Golfo, no início da década de 1990, e na Guerra
do Iraque, em 2003.
Fonte: RTP, 29 de setembro de 2026
Base aérea de Fairford: Rubio garante que “agente
estrangeiro” está envolvido no plano terrorista
Cinco
homens foram detidos junto à base aérea RAF Fairford - utilizada pelos Estados
Unidos da América - e são suspeitos de prepararem um ato terrorista no local
O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, disse
na segunda-feira que a tentativa de atentado a uma base aérea britânica,
utilizada pelos Estados Unidos, tem envolvimento de um "agente
estrangeiro".
“O que aconteceu, o que quase aconteceu, o que poderia ter
acontecido no Reino Unido, durante o fim de semana, é uma situação muito grave.
Envolve claramente a intervenção de um agente estrangeiro.”
Em entrevista à Fox News, o secretário de Estado não
revelou mais detalhes, nem provas, mas indicou que os Estados Unidos
colaboraram estreitamente com as autoridades britânicas.
Na segunda-feira, a polícia britânica informou que estava a
investigar a possibilidade de os cinco suspeitos detidos estarem a agir em nome
de um Estado estrangeiro, mas que seriam libertados mediante o pagamento de
fiança. Esta decisão já foi criticada pelo presidente norte-americano, Donald
Trump, que se mostrou surpreendido: “Eu não o teria feito”.
Os cinco homens detidos junto à base aérea RAF Fairford -
utilizada pelos Estados Unidos da América - são suspeitos de prepararem um ato
terrorista no local. De acordo com as autoridades, são todos britânicos, vivem
em Londres e têm idades entre os 23 e os 25 anos.
Fonte: SIC Notícias, 29 de setembro de 2026
Polícia britânica não encontrou explosivos junto à base
de Fairford. Mas havia gasolina nas carrinhas dos suspeitos
Esta
informação surge depois de, na segunda-feira, as autoridades britânicas terem
libertado sob fiança cinco homens, com idades entre os 23 e os 25 anos e
provenientes de Londres, anteriormente detidos no âmbito deste incidente, sob
suspeita de preparação de um ato terrorista
A Polícia Antiterrorista britânica (CTP, na sigla em inglês)
informou esta terça-feira que não foram encontrados artefactos explosivos, mas
foi recuperada uma quantidade de gasolina nas carrinhas estacionadas junto à
base militar de Fairford, no sudoeste de Inglaterra, que provocaram um
importante incidente de segurança no passado domingo.
Depois de terem submetido os
veículos a um exame exaustivo, com a ajuda de militares e de
especialistas forenses, o chefe da CTP, o subcomissário Laurence Taylor,
afirmou, em comunicado: "Podemos confirmar que não foram encontrados
engenhos explosivos improvisados. No entanto, foi recuperada uma quantidade -
não quantificada - de gasolina".
Esta informação surge depois de, na segunda-feira, as
autoridades britânicas terem libertado sob fiança cinco homens, com idades
entre os 23 e os 25 anos e provenientes de Londres, anteriormente detidos no
âmbito deste incidente, sob suspeita de preparação de um ato terrorista.
Taylor justificou a libertação dos suspeitos - criticada,
entre outros, pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump - como uma
"decisão resultante da investigação, baseada na experiência e numa análise
cuidadosa dos poderes policiais".
Além disso, indicou que as buscas em várias residências de
Londres dos cinco suspeitos já foram concluídas e prevê-se que esta
quarta-feira sejam totalmente levantados os cordões policiais que ainda
permanecem nas imediações da base.
O alegado plano terrorista contra a base aérea britânica de
RAF Fairford, utilizada pelos Estados Unidos - com autorização de Londres -
para lançar operações "de carácter defensivo" no atual conflito com o
Irão, deixa no seu rasto múltiplas interrogações.
O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou
que o alegado complô "envolve claramente um interveniente
estrangeiro", embora sem dar mais pormenores. Uma das linhas de
investigação iniciais apontava para um possível envolvimento do Irão no incidente,
mas a sua embaixada em Londres negou categoricamente qualquer participação na
segunda-feira.
Por seu lado, o primeiro-ministro britânico, Andy Burnham,
convocou na segunda-feira uma reunião do gabinete de emergência do governo
(conhecido como COBRA) para abordar os detalhes do incidente, após a detenção
inicial dos cinco suspeitos.
A polícia regional de Gloucestershire recebeu um alerta às
00:45 de domingo sobre "três veículos suspeitos" que se dirigiam para
a base aérea de RAF Fairford e, pouco depois, uma
vizinha ligou para os serviços de emergência para alertar que
tinha visto "um grande grupo de homens encapuzados e mascarados".
Fonte: CNN Portugal, 29 de setembro de 2026
O que é a RAF Fairford, a base militar usada pelos EUA
no Reino Unido onde cinco suspeitos foram detidos com explosivos?
A
polícia do Reino Unido anunciou este domingo que foram detidos cinco homens
junto à base aérea RAF Fairford, utilizada pelos Estados Unidos. Que base é
esta?
A polícia britânica deteve este domingo cinco homens por
suspeita de crimes relacionados com explosivos e retirou moradores das suas
casas nas proximidades de uma base aérea em Inglaterra utilizada pelos Estados
Unidos. A operação policial concentrou-se nas imediações da base aérea RAF
(Royal Air Force) Fairford, um dos pontos mais estratégicos de apoio às forças
norte-americanas no continente europeu. Mas que base é
esta?
Inaugurada em janeiro de 1944, a base militar de RAF
Fairford situa-se na fronteira entre os condados de Gloucestershire e
Wiltshire, a cerca de 160 quilómetros a oeste de Londres. O local alberga a
sede da 501.ª Ala de Suporte de Combate da Força Aérea dos Estados Unidos
(USAF), e serve como ponto de operações avançado para o Comando de Ataque
Global da USAF.
Segundo a BBC, a utilização do espaço por forças americanas
enquadra-se num acordo bilateral que remonta à década de 1950. Durante a Guerra
Fria, a base foi ocupada pelo comando aéreo estratégico norte-americano, tendo
desempenhado um papel ativo na Primeira Guerra do Golfo, em 1991. A
infraestrutura caracteriza-se por uma extensa pista de descolagem, o que a
torna apta para acolher bombardeiros pesados de grande porte.
O papel de Fairford em conflitos e na guerra do Irão
Ao longo das últimas décadas, RAF Fairford tem sido um ponto
de partida recorrente em conflitos internacionais, nomeadamente na intervenção
no Iraque em 2003 e, mais recentemente, nas operações militares no Médio
Oriente. Mas, de acordo com a Associated Press, o Reino Unido começou
por recusar o pedido do presidente Donald Trump para utilizar bases em solo
britânico na guerra contra o Irão. Só a 1 de março, o então primeiro-ministro
britânico Sir Keir Starmer autorizou os EUA a realizarem operações de natureza “defensiva” a
partir de bases do país, apontando a necessidade de responder a ataques contra
interesses do Reino Unido e de aliados no Golfo.
Após esta autorização, bombardeiros pesados B-1 e B-52
começaram a realizar missões a partir de Fairford. O ministério da Defesa
britânico classificou as saídas como “missões defensivas para destruir as
capacidades de mísseis do Irão”, conforme relatou a BBC. Segundo dados
divulgados também pela BBC, as missões de bombardeamento a partir da base
implicam trajetos de ida e volta com duração estimada entre 12 e 15 horas, com
reabastecimento em voo em ambas as direções e escolta por caças de combate para
a supressão de defesas aéreas inimigas.
Mas a atividade militar intensa em RAF Fairford tem gerado
protestos frequentes de grupos pacifistas junto ao perímetro da base desde o
início do conflito com o Irão. Embora não tenha sido estabelecida uma ligação
direta entre as detenções deste domingo e o conflito no Médio Oriente, a Associated
Press nota como oficiais de segurança britânicos têm alertado para
tentativas de sabotagem e incêndios postos no Reino Unido e noutros países por
grupos associados a Teerão, com especial incidência sobre a comunidade judaica.
As autoridades tinham já avisado sobre o risco de alargamento destes alvos em
território britânico caso o conflito perdure.
Perante os últimos acontecimentos, as medidas de proteção ao
redor de RAF Fairford foram intensificadas, com relatos da presença de veículos
pesados a bloquear os portões de acesso. Paralelamente, segundo a Associated
Press, a base militar de RAF Lakenheath, no leste de Inglaterra, confirmou
ter elevado o seu nível de alerta para “Charlie” — o segundo escalão mais
elevado do Departamento de Defesa dos EUA, acionado quando ocorrem incidentes
ou existem dados de inteligência que indicam a probabilidade de ações
terroristas contra instalações ou pessoal militar.
Fonte: Observador, 27 de setembro de 2026

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