Bélgica: Liège proíbe concentrações de mais de três pessoas para travar vandalismo
Tropiques criminels (2019) - Joaquim Tivoukou
A
cidade de Liège, na Bélgica, proibiu concentrações de mais de três pessoas a
partir desta quinta-feira, após novos episódios de violência e vandalismo,
classificados como "extremamente graves" pelo ministro do Interior,
registados na quarta-feira à margem de manifestações estudantis
Salvo exceções ou autorizações específicas, "estão proibidas as aglomerações de mais de três pessoas nas
vias ou lugares públicos do território da cidade", estabelece uma ordem
policial divulgada pela câmara municipal.
"Trata-se da segurança de todos os que circulam pela
cidade", sublinhou o autarca socialista
Willy Demeyer, esclarecendo que a medida entraria em vigor na madrugada desta
quinta-feira, por tempo indeterminado.
A polícia de Liège relatou esta noite "novos incidentes
graves" no centro da cidade, no quinto dia de protestos contra os cortes
orçamentais na educação na região francófona da Bélgica. Na onda de vandalismo,
abrigos de autocarros e contentores do lixo foram incendiados e montras
estilhaçadas.
Durante a tarde, centenas de
agitadores foram identificados
pelas forças de segurança.
Estavam divididos em pequenos grupos que lançavam pedras ou
fogo de artifício contra os polícias, apesar dos meios de dispersão empregues
(canhões de água, gás lacrimogéneo).
A principal estação ferroviária de Liège chegou a estar
brevemente encerrada ao final da tarde, quando uma manifestação se aproximava
do local, ao mesmo tempo que os comerciantes eram orientados, através de uma
mensagem de alerta, para fecharem os seus estabelecimentos, segundo a mesma
fonte.
O ministro do Interior da Bélgica, Bernard Quintin,
denunciou "atos de extrema gravidade" numa mensagem na rede social X.
"Os autores identificados terão de responder pelos seus atos perante a
justiça. Quem parte, paga! Ponto final",
acrescentou o político liberal francófono.
Na quarta-feira, registaram-se cerca de 50 detenções em
Liège por perturbação da ordem pública, elevando o número total de pessoas
detidas na cidade para mais de 150 desde 1 de outubro.
Segundo fonte policial, os suspeitos são, na sua maioria,
menores que acedem a convocatórias para manifestações disseminadas através de
aplicações de mensagens. "Estamos perante as piores consequências das
redes sociais", afirmou a fonte.
Fonte: TSF, 8 de outubro de 2026

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