Christa Pike apresenta recuperação significativa, diz advogado
O.P.J. Pacifique Sud (2019) - Lisa Do Couto Teixeira
Christa
Pike, que sobreviveu a duas injeções letais no Texas, Estados Unidos, está a
"apresentar uma recuperação significativa", já conseguindo caminhar
sozinha e estando a melhorar a sua capacidade de fala, segundo o seu advogado
Christa Pike, a reclusa norte-americana condenada à pena de
morte no Texas que sobreviveu a duas injeções letais, já consegue caminhar
sozinha e está a melhorar a sua capacidade de fala.
A informação foi partilhada pelo advogado à revista TMZ,
dando conta que Christa Pike, de 50 anos, "está a apresentar uma
recuperação significativa", apesar de os médicos estarem ainda a avaliar a
extensão de qualquer dano psicológico ou cognitivo permanente.
O advogado adiantou que esse diagnóstico poderá ainda
demorar.
Recorde-se que Pike foi condenada à pena de morte pelo
homicídio de Colleen Slemmer, uma colega de 19 anos do programa de formação
profissional Job Corps, em Knoxville, em 1995.
A execução foi marcada para o dia 30 de setembro, e apesar
de ainda ter sido adiado cerca de uma hora, acabou mesmo por acontecer. A
reclusa permaneceu acordada, falou e cantou com o guia espiritual, após o
início da administração do fármaco e, após a primeira dose, continuou a
mover-se e a respirar de forma audível.
Segundo testemunhas, Pike estava viva e a fazer barulhos
mesmo depois da segunda tentativa de injeção letal, tendo sido transportada de
ambulância da prisão.
A reclusa esteve hospitalizada durante quase duas semanas.
Os médicos chegaram a declarar morte cerebral, no entanto, Pike ficou
consciente e voltou a falar no dia seguinte.
"Na segunda-feira à noite, tínhamos entendido que
Christa estava em morte cerebral e que o suporte de vida seria retirado no dia
seguinte", afirmou o advogado Randy Spivey numa conferência de imprensa.
"Mas, na terça-feira, para choque de todos, Christa acordou e começou a
falar."
No dia 10 de outubro, Christa teve alta hospitalar e
regressou ao estabelecimento prisional.
Pike esperou 30 minutos pelos serviços de emergência
De acordo com as chamadas feitas para a linha 991 (112, em
Portugal) houve alguma confusão entre os operadores telefónicos, os socorristas
e os funcionários da prisão sobre a legitimidade do pedido de assistência de
emergência médica na câmara de execução.
Segundo a Associated Press (AP), que obteve as
gravações telefónicas, a primeira chamada feita para a central aconteceu pelas
20h40 locais, no dia 30 de setembro, pouco depois de uma hora do início da
execução de Pike, de 50 anos.
A pessoa que contactou a linha de emergência não terá
conseguido fornecer um código que ajudasse a verificar a legitimidade do
pedido.
"Segundo os nossos supervisores aqui no Departamento de
Comunicações de Emergência (DEC, sigla em inglês), fomos informados de que se
tratava de uma brincadeira", disse uma operadora, pelas 21h03.
Só meia hora depois, por volta das 21h11, é que os
funcionários da prisão conseguiram confirmar de que se tratava de uma
ocorrência real, tendo então começado a permitir a entrada dos serviços de
emergência no estabelecimento prisional.
O que acontecerá agora?
A execução falhada no estado do Tennessee abriu um cenário
sem precedentes nos Estados Unidos e levantou inúmeras questões a propósito do
caso. Desde logo, se a condenação à pena de morte está ainda em vigor ou se,
por exemplo, poderá enfrentar uma segunda execução.
De acordo com vários meios de comunicação internacionais, a
sentença de Christa Pike está ainda em vigor apesar de a execução estar
suspensa. Ora, segundo o artigo 40-23-117 do
Código do Tennessee, que aponta o que acontece quando uma pessoa condenada à
pena de morte não é executada "por qualquer motivo", "a sentença
continua em vigor e deve ser executada pelo tribunal em que o recluso foi
julgado", cita a revista norte-americana People.
Note-se, no entanto, que para já não há uma nova data
definida para que a execução de Pike aconteça. De recordar também que o
governador do Tennessee, Bill Lee, suspendeu todas as execuções programadas
para este ano, tendo inclusive pedido uma investigação uma investigação "exaustiva" sobre a execução falhada de
Pike.
Fonte: Notícias ao Minuto, 22 de outubro de 2026



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