Empresas que participem na expansão dos colonatos israelitas arriscam sanções do Reino Unido
O Reino Unido alertou esta segunda-feira, através do
ministro dos Negócios Estrangeiros, Ed Miliband, que as empresas envolvidas na
expansão dos colonatos israelitas na Cisjordânia se arriscam
a enfrentar "consequências legais e danos de reputação", incluindo o
risco de "violação grave do direito internacional".
Numa publicação na rede social X, Miliband recorda que
termina esta segunda-feira o prazo estabelecido por Israel para as empresas
interessadas na expansão dos colonatos na zona conhecida como E1 apresentarem
propostas. E deixa um aviso: "Criámos novos poderes que nos permitem
sancionar indivíduos e empresas envolvidos na construção de colonatos ilegais,
como o E1".
A construção de colonatos na zona E1 — a faixa de território
entre Jerusalém e o colonato de Maale Adumim, na Cisjordânia ocupada — esteve
suspensa durante 30 anos, uma vez que a comunidade internacional considerava
que avançar com o projeto seria ultrapassar uma linha vermelha e comprometer de
forma irreversível a continuidade territorial de um futuro
Estado palestiniano. No entanto, o governo israelita aprovou a
expansão em agosto e o projeto já está em curso.
O chefe da diplomacia britânica deixa claro que o governo do
Reino Unido "não aceitará a continuação da deslocação forçada de
palestinianos nem a persistência da ocupação ilegal".
Miliband condena também o aumento da violência dos colonos
na Cisjordânia, incluindo os recentes ataques contra funcionários de França,
Bélgica e Polónia, um representante da Igreja Católica e uma jornalista
norte-americano.
"Não ficaremos a assistir passivamente à destruição da
solução de dois Estados", sublinha.
Fonte: CNN Portugal, 19 de outubro de 2026
Os ingleses são os pândegos mundiais continuando o trabalho dos Monty Python com o ministro do Silly Talk. Nunca acontecerá isso do Estado Palestiniano. Isso é conhecido desde 1948.
Israel responde ao Reino Unido: "Já lá vão os
tempos em que aceitávamos ameaças"
O ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Gideon Saar,
avisou esta segunda-feira o Reino Unido de que Israel não aceitará
"ameaças ou sanções", depois de o seu homólogo britânico, Ed
Miliband, ter recordado que quem colaborar na construção do megaprojeto de
colonatos conhecido como E1, na Cisjordânia ocupada, poderá ser alvo de
sanções.
"A obsessão do governo
trabalhista britânico com Israel parece
não ter limites. Já lá vão os tempos em que Israel aceitava passivamente
ameaças, sanções e tentativas de ditar as suas políticas", afirmou Saar
num comunicado publicado na rede social X.
Saar reiterou que a Judeia e a Samaria — designação bíblica
e oficial usada por Israel para se referir à Cisjordânia — "não são terras
estrangeiras para o povo judeu" nem estão sujeitas à aprovação de Londres,
que acusou de promover uma "campanha contra
o Estado judaico".
A construção de colonatos na zona E1 — a faixa de território
situada entre Jerusalém e o colonato de Maale Adumim, na Cisjordânia ocupada —
está suspensa há 30 anos, uma vez que a comunidade internacional considera que
o projeto ultrapassa uma linha vermelha e comprometeria de forma irreversível a
continuidade territorial de um futuro Estado palestiniano.
No entanto, a 18 de agosto, ignorando um recurso judicial
apresentado em nome dos residentes palestinianos beduínos que serão obrigados a
abandonar as suas casas caso o colonato avance, a Autoridade de Terras de
Israel anunciou um primeiro concurso para a construção de 1234 habitações na
zona E1, a que se seguiu um segundo.
Miliband recordou que termina esta segunda-feira o prazo
estabelecido por Israel para a apresentação de propostas de construção e deixou
um aviso: "Criámos novos poderes que nos permitem sancionar indivíduos e
empresas envolvidos na construção de colonatos ilegais, como o E1",
afirmou na rede social X.
O chefe da diplomacia britânica deixou claro que o governo
do Reino Unido "não aceitará a continuação da deslocação de palestinianos
nem a persistência da ocupação ilegal".
Fonte: CNN Portugal, 19 de outubro de 2026

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