Estados Unidos classificam hélio como material crítico; Europa enfrenta escassez

Perry Mason (1957-1966) – Sue Randall

Estados Unidos designaram o hélio como material crítico na sexta-feira, destacando o seu papel essencial na produção de semicondutores e de energia, bem como a crescente preocupação com possíveis perturbações no abastecimento global.

A decisão do Departamento de Energia dos EUA vai disponibilizar mais financiamento federal aos produtores de hélio e colocar o material sob uma monitorização governamental mais apertada.

O hélio é sobretudo extraído como subproduto do processamento de gás natural. Os EUA são o maior produtor mundial de gás natural e de hélio, com o Qatar e a Rússia também entre os principais produtores.

As exportações de hélio do Qatar foram gravemente afetadas pelo encerramento do estreito de Ormuz pelo Irão, numa altura de guerra com Israel e com os EUA. Ataques iranianos contra infraestruturas qatari agravaram ainda mais as quebras de abastecimento, enquanto a Rússia introduziu, em abril, restrições temporárias às exportações para proteger o mercado interno.

O secretário da Energia dos EUA, Chris Wright, afirmou que a administração Trump procura reduzir a dependência de fontes externas de materiais críticos, reforçar a indústria nacional, apoiar empregos americanos e fortalecer a segurança económica e nacional.

“O presidente Trump está a recuperar a indústria transformadora dos Estados Unidos, e isso significa garantir que voltamos a ter os materiais necessários para produzir no país”, disse Wright em comunicado.

Europa enfrenta pressão crescente sobre o abastecimento de hélio

Enquanto os EUA procuram reforçar a produção interna, a Europa enfrenta crescentes dificuldades em garantir o abastecimento de hélio, agravadas pela decisão da China, em julho, de impor uma proibição temporária às exportações deste gás.

Embora a China não seja um grande produtor de hélio, tem funcionado como plataforma de trânsito para fornecimentos russos destinados à Europa, segundo reportagem de julho do Financial Times.

A União Europeia proibiu, em 2024, as importações diretas de hélio russo, mas parte do produto terá continuado a chegar aos mercados europeus através da China.

Fonte: Euronews, 23 de outubro de 2026

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