Homicídio de menina de oito anos nos EUA resolvido seis décadas depois

Gloria Kowalewicz, de oito anos, foi encontrada morta com dois tiros na cabeça a quilómetro de casa, em 1960, em Chicago, nos Estados Unidos. Seis décadas depois, as autoridades norte-americanos conseguiram identificar o assassino da menina através de nova tecnologia forense

O homicídio de uma menina de oito anos, que aconteceu há mais de seis décadas, foi resolvido pelas autoridades de Chicago, nos Estados Unidos, após terem sido utilizadas novas tecnologias de ADN. O assassino era detetive de homicídios.

Há mais de 65 anos, Gloria Kowalewicz, de oito anos, saiu de casa para ir a uma igreja próxima, a 12 de novembro de 1960.

O corpo da criança viria a ser encontrado a quilómetros de casa numa ravina. A menina tinha sido baleada duas vezes na cabeça, de acordo com o Chicago Tribune.

O homicídio desencadeou uma enorme procura por parte das autoridades de Chicago, desde polícia, a bombeiros e voluntários, pelo autor do crime. Na altura, de acordo com os depoimentos, a polícia acreditava que a menina só tinha sido morta depois de ter sido levada para uma zona florestal.

Testemunhas oculares também disseram que Gloria tinha sido vista com um rapaz, no entanto, não conseguiram identificar o suspeito.

Apesar dos esforços das autoridades, o caso viria a ser arquivado sem que a polícia conseguisse encontrar o suspeito.

Seis décadas depois, através do uso de nova tecnologia forense, o FBI conseguiu ligar o ex-detective de homicídios do Departamento de Polícia de Chicago, Thomas Francis McInerney, ao local do crime.

Segundo o Chicago Tribune, testes adicionais de ADN, impressões digitais e análise balística permitiram às autoridades concluir que McInerney, na altura com 24 anos, era o autor do homicídio de Gloria.

Thomas Francis McInerney, note-se, era um veterano do Exército e morava perto de casa da menina de oito anos.

A resolução do crime foi saudada pelo atual chefe de detetives do Departamento de Polícia de Chicado, tendo elogiado a dedicação dos investigadores que trabalharam no caso ao longo destes anos.

"O facto de ele ser um polícia é profundamente perturbador para todos nós que fizemos uma carreira nesta profissão tão nobre. Mas, ao mesmo tempo, não é algo que vamos minimizar ou vitimar", disse Kevin Bruno.

Por sua vez, o irmão de Gloria, Adam Kowalewicz, afirmou ter ficado aliviado com a identificação do assassino, salientando que esperava que os pais, que já morreram, pudessem "descansar em paz".

Ainda assim, Adam mostrou-se revoltado pelo facto de McInerney ter conseguido escapar à justiça, uma vez que morreu em 2006.

Thomas Francis McInerney, escreve o Chicago Tribune, esteve na polícia de Chicago durante 28 anos, tendo depois trabalhado para o gabinete do Defensor Público de Las Vegas e Reno como investigador. Reformou-se em 2005.

Fonte: Notícias ao Minuto, 12 de outubro de 2026

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