Liceu Francês em Lisboa fecha portas para evitar bloqueio de alunos inspirado nos protestos que agitam França
Tropiques criminels (2019) - Sonia Rolland, Guillaume
Gabriel
Direção
diz, numa nota enviada aos encarregados de educação, que agiu em articulação
com Embaixada de França. Os protestos naquele país, que começaram há 15 dias,
já levaram 250 mil pessoas às ruas
O Liceu Francês Charles Lepierre, em Lisboa, decidiu
encerrar as instalações durante a manhã desta quinta-feira devido a riscos de
segurança relacionados com uma alegada preparação de um bloqueio por parte de
alunos do ensino secundário. A reabertura da instituição está prevista para as
14h00, apurou o Observador.
“Tendo em conta as últimas informações de que dispomos, que
dão conta de riscos para a segurança relacionados com a organização de um
bloqueio por parte dos alunos do ensino secundário do LFCL, e de forma a
garantir a segurança de todos, foi decidido, em articulação com a Embaixada de
França em Portugal, adiar o início das aulas de quinta-feira, 8 de outubro,
para todos os alunos do estabelecimento”, lê-se numa mensagem enviada aos
encarregados de educação, a que a SIC Notícias teve acesso.
A direção adianta que será feita uma nova “atualização da
situação por volta das 11h00” e que a hora de retomada das aulas será
comunicada posteriormente. Os alunos do ensino secundário estariam a preparar
um bloqueio semelhante aos que têm ocorrido nas escolas francesas nas últimas
semanas.
Os protestos estudantis em França começaram há cerca de duas
semanas, inicialmente numa escola secundária da região de Paris, e alargaram-se
entretanto a várias zonas do país. As manifestações têm sido motivadas por
queixas relacionadas com a falta de professores, a sobrelotação e as condições
de ensino, tendo quase 900 estabelecimentos sido afetados por bloqueios e
encerramentos.
Na terça-feira, mais de 250 mil pessoas participaram nos
protestos em várias cidades francesas, segundo os dados divulgados pelas
autoridades e pelo Governo. Quase 500 pessoas foram detidas e mais de 40
polícias ficaram feridos. O primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu,
acusou a esquerda radical de querer “lançar o país no caos” antes das eleições
presidenciais de 2027 e de alimentar a violência durante os protestos.
Fonte: Observador, 8 de outubro de 2026

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