Luís Neves diz acompanhar operações da PSP nas acampadas e afasta intervenção de Montenegro

Ministro da Administração Interna voltou a negar ter dado ordem à PSP para intervir nas acampadas e a defender a atuação da polícia, que até apelidou de “pedagógica”

O ministro da Administração Interna, Luís Neves, admitiu nesta sexta-feira, no Parlamento, que tem acompanhado as operações da Polícia de Segurança Pública (PSP) nas acampadas, afastando qualquer intervenção do primeiro-ministro, Luís Montenegro, neste âmbito.

Fonte: Público, 30 de outubro de 2026

Montenegro destaca "pedagogia, equilíbrio e razoabilidade" da PSP nas manifestações

O primeiro-ministro elogia a atuação da Polícia de Segurança Pública durante os protestos pelo direito à habitação

O primeiro-ministro elogiou esta tarde a atuação da Polícia de Segurança Pública (PSP) nas manifestações pela habitação, destacando a "pedagogia, equilíbrio e razoabilidade" dos agentes.

"Presto público reconhecimento aos nossos polícias pela pedagogia, pelo profissionalismo, pelo equilíbrio e pela razoabilidade das suas atuações em cumprimento pelos princípios da necessidade, adequação e proporcionalidade", disse Luís Montenegro no arranque do debate sobre a proposta do Orçamento do Estado para 2027.

Para o chefe do governo, "a PSP tem sido especialmente cuidadosa e competente" na reposição da normalidade.

Montenegro garantiu ainda que "em nenhum momento se impediu em Portugal o exercício do direito de reunião e manifestação nos termos da lei", mas avisou que é preciso garantir "o justo equilíbrio com outros direitos como a livre circulação, a ordem, a segurança, a tranquilidade e mesmo a salubridade públicas".

O primeiro-ministro reconheceu que há uma crise na habitação, mas que "não se resolve em dois anos e meio" porque "não começou hoje".

E, por isso, questionou: "como podem os socialistas, os comunistas, os bloquistas culpar uma lei do arrendamento que ainda nem foi aprovada? Uma nova fiscalidade que só agora iniciou vigência?"

Acampadas pela habitação e intervenção da PSP

As 'acampadas' pelo direito à habitação começaram a 10 de outubro no Porto e espalharam-se por outras cidades, incluindo Lisboa.

Na madrugada do passado domingo, a PSP dispersou com recurso a bastões e cães manifestações em Lisboa e no Porto, após mais de duas horas de tensão e ordens para que as pessoas saíssem e as tendas fossem retiradas.

Os manifestantes não acataram as ordens, invocando o direito constitucional à manifestação, registando-se dezenas de feridos detenções por desobediência.

Fonte: Rádio Comercial, 30 de outubro de 2026

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