Não é suficiente. Primeiro-ministro britânico quer mais da relação com a EU

Anna Pigeon (2026) - Nikki Rae Hallow, Tracy Spiridakos

Andy Burnham defende que a relação do Reino Unido com Bruxelas tem de mudar. Numa intervenção no Parlamento, antes da cimeira Reino Unido-União Europeia de novembro, o primeiro-ministro britânico afirmou que seria uma "negligência grave" não procurar relações mais estreitas com o bloco comunitário.

“Se levamos a sério a promoção do crescimento, o controlo da imigração e a defesa dos nossos valores e segurança, esta é uma conversa que precisamos de ter”, afirmou aos deputados britânicos. Na segunda-feira, Andy Burnham afirmou que a cimeira vai concentrar-se em impulsionar o crescimento e controlar a imigração ilegal.

Na agenda também vão estar outros temas, incluindo um acordo comercial para produtos alimentares e bebidas, interligar sistemas energéticos, um regime de comércio de emissões e um programa de mobilidade jovem. “Não devemos virar costas a esta oportunidade”, acrescentou o líder do Governo britânico.

Desde que tomou posse, em julho, o primeiro-ministro britânico tem insistido na aproximação do Reino Unido à União Europeia.

Recentemente admitiu que regressar ao bloco europeu é uma das opções para o futuro do país.

“Se estivermos verdadeiramente empenhados em promover o crescimento, controlar a imigração, defender os nossos valores e a nossa segurança”, anotou o primeiro-ministro, é preciso debater a forma como a relação com a UE pode evoluir. Uma vez que “manter o atual status quo não é suficiente para o Reino Unido”.

Por isso, a “prioridade imediata” é alcançar “um resultado bem-sucedido na cimeira”, marcada para 20 de novembro. No entanto, assegurou que os cidadãos britânicos vão ser “quem manda” em “todas as etapas” do processo.

Ainda assim, a direita britânica acusa o Partido Trabalhista de querer reabrir o debate sobre o Brexit. A líder conservadora, Kemi Badenoch, afirmou na segunda-feira que Andy Burnham está a “desfazer” o acordo de saída com a União Europeia e não vai conseguir um acordo melhor.

Entretanto, Downing Street veio esclarecer as declarações do primeiro-ministro britânico sobre a alegada interferência russa durante o referendo do Brexit de 2016.

Downing Street afirmou que o primeiro-ministro aceita "absolutamente" o resultado do referendo do Brexit e considerava-o legítimo. Enquanto o ministro dos Negócios Estrangeiros declarou que era claro que a Rússia tinha tentado interferir, mas falhou.

Fonte: RTP, 13 de outubro de 2026

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