Secretário de Segurança Interna defende execução de Hasan em direto
O secretário do Departamento de Segurança Interna dos EUA
(DHS, sigla em inglês), Markwayne Mullin, defendeu, no domingo, um plano para a
transmissão em direto da execução de Nidal Hasan.
"Não vejo um risco
elevado. Acho que as pessoas têm de entender que, se atacarem os Estados
Unidos, nós iremos atrás de vocês e garantiremos que a punição seja
proporcional ao crime", afirmou.
Markwayne Mullin rejeitou ainda a ideia de que o facto de a
execução ser transmitida ao vivo poderia alimentar a radicalização ou
transformá-lo num "mártir".
"Hasan matou 13 pessoas em Fort Hood. Não tenho nenhuma simpatia por ele e não me importo nem um pouco com a forma como esse homem morre", disse, em entrevista ao programa Face The Nation, da CBS.
O Estado Islâmico (Daesh) executa 100 dos seus próprios
combatentes por deserção
De recordar que Nidal Hasan deverá ser executado por
fuzilamento no dia 3 de dezembro, pelas 13h00 locais, em Fort Hood, no Texas.
Hasan abriu fogo contra soldados norte-americanos num centro
de processamento de pessoal de Fort Hood, no Texas, a 5 de novembro de 2009, e
gritou "Allahu Akbar" ('Alá é Grande') durante o ataque.
"A decisão final é minha"
No sábado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump,
disse que ainda não tinha tomado uma decisão sobre se a execução seria ou não
transmitida em direto.
Questionado sobre o assunto pelos jornalistas, Donald Trump
salientou: "Há duas opções: não mostrar ou mostrar".
E acrescentou: "Ao mostrar, talvez outros não façam o que ele fez. No final, eu é que tomarei essa decisão. Sei que os militares gostariam de o fazer, mas a decisão final é minha".
Imagem de Muhannad Zoqan após ter sido executado pelo Estado
Islâmico a 2 de agosto de 2018
O presidente dos EUA descreveu ainda Nidal Hasan como um
"assassino implacável", recordando que o então psiquiatra do Exército
matou 13 pessoas "a sangue frio" e feriu 20.
Fonte: Notícias ao Minuto, 12 de outubro de 2026



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