Trump apoia Netanyahu, que promete “completar a missão”, Irão quer reabrir Ormuz e nove pessoas morrem no Iémen
Donald Trump anunciou este domingo o seu “apoio total” à
recandidatura de Benjamin Netanyahu nas eleições israelitas de 27 de outubro. O
primeiro-ministro respondeu com uma promessa: “Obrigado, presidente Trump, pelo
enorme apoio e pelo trabalho conjunto. Juntos,
completaremos a missão!”
Netanyahu não esclareceu a que missão se referia, mas
acompanhou a mensagem de um vídeo dos dois dirigentes e publicou depois uma
montagem em que surgem a apertar as mãos, ao lado de imagens de Mahmud Abbas,
do líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, do presidente turco, Recep Tayyip
Erdogan, e do presidente da Câmara de Nova Iorque, Zohran Mamdani.
O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, relacionou
diretamente o apoio de Trump com a guerra contra o Irão, defendendo que “só Netanyahu poderá continuar a cooperação histórica”
entre os exércitos israelita e norte-americano para alcançar os objetivos da
campanha militar.
O ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, considerou Trump
“um dos maiores amigos de Israel no mundo” e afirmou que, embora as eleições
sejam decididas pelos israelitas, seria sensato ouvir o presidente dos Estados
Unidos.
No Irão, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Abbas
Araqchi, voltou a propor a reabertura do estreito de Ormuz no prazo de seis
dias, caso Washington aceite as condições apresentadas por Teerão.
Entre as exigências estão o fim do bloqueio norte-americano
aos portos iranianos, o levantamento das sanções sobre as exportações de
petróleo e a suspensão das hostilidades na região.
Os Estados Unidos insistem em incluir o programa nuclear
iraniano nas negociações.
No Iémen, pelo menos nove pessoas, incluindo cinco crianças
e duas mulheres, morreram num bombardeamento na província de Saada, controlada
pelos houthis. Há ainda 19 feridos. Os rebeldes responsabilizam a Arábia
Saudita, que não confirmou a autoria do ataque.
Perto da fronteira, dois militares sauditas morreram na
queda de um helicóptero. Os houthis reivindicaram o abate, mas Riade atribuiu o
acidente a uma avaria técnica.
O Egito prepara uma eventual intervenção militar em apoio da
Arábia Saudita, depois dos ataques dos houthis contra o território saudita. O presidente
Abdel Fattah al-Sisi pediu autorização parlamentar para um possível envio de
forças, embora ainda não tenha anunciado qualquer operação.
Na Cisjordânia, prosseguem as investigações
aos ataques de colonos israelitas contra diplomatas europeus em
Taybeh e contra a fotojornalista norte-americana Heidi Levine, agredida quando
acompanhava a apanha da azeitona. O embaixador dos Estados Unidos em Israel,
Mike Huckabee, condenou a violência.
Em Gaza, mantêm-se os ataques israelitas e as dificuldades
de abastecimento, apesar do cessar-fogo.
No Líbano, uma delegação militar prepara negociações nos
Estados Unidos para tentar obter a
suspensão dos bombardeamentos israelitas.
Fonte: CNN Portugal, 18 de outubro de 2026
Israel/eleições: Netanyahu promete eliminar a ameaça
iraniana com Trump após apoio do presidente dos EUA
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou
hoje que a parceria com Trump “continuará com objetivo de eliminar a ameaça
iraniana”, na sequência de uma mensagem de apoio do presidente norte-americano
para as legislativas de 27 de outubro.
“Esmagámos o Irão, esmagámos
o eixo iraniano e afastámos a ameaça imediata” do programa nuclear
iraniano, e “a nossa parceria (...) irá prosseguir com o objetivo de eliminar a
ameaça iraniana nos próximos dois anos, ou mesmo antes”, disse Netanyahu,
apelando aos eleitores para que “ouçam” Donald
Trump e votem em si.
O presidente dos Estados Unidos da América (EUA) manifestou hoje “apoio total e incondicional” a Netanyahu nas legislativas, dizendo que se o atual primeiro-ministro não for reeleito, a América ficará sozinha na guerra contra o Irão, posição que Netanyahu agradeceu.
Donald Trump afirmou, numa mensagem publicada na rede social
Truth Social a nove dias do ato eleitoral, que “Bibi Netanyahu tem sido um
grande primeiro-ministro, guerreiro e um
parceiro ainda maior pela paz no
combate à República Islâmica do Irão”.
O principal rival de Netanyahu, Gadi Eisenkot, reagiu
afirmando que “só os israelitas podem escolher o seu líder”.
Durante uma conferência em Telavive, Eisenkot disse que
“admira o presidente norte-americano”, mas ressalvou que “Israel é um país democrático” e que só os
eleitores irão escolher o próximo primeiro-ministro.
Fonte: Lusa, 18 de outubro de 2026


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